2 − Os movimentos da Lua / O céu noturno e o Sistema Solar

Assim como você estudou os movimentos da Terra, o objetivo agora é conhecer os movimentos da Lua.
  • Você já observou que a Lua aparece para nós com diferentes formatos? Que formatos são esses? Por que isso acontece?
  • Você diria que os diferentes formatos da Lua têm relação com a posição dela em relação ao Sol? Por quê?
 
Movimentos da Lua
Assim como a Terra, a Lua apresenta movimentos de rotação e translação. O tempo que a Lua leva para dar uma volta em torno do seu próprio eixo é o mesmo que ela demora para completar uma volta em torno da Terra, isto é, aproximadamente 27 dias e 7 horas. Como o tempo de rotação da Lua é exatamente o mesmo tempo da sua translação, vemos sempre a mesma face da Lua voltada para a Terra.
O movimento de translação da Lua ao redor da Terra tem grande influência nas nossas vidas. Ele é responsável, por exemplo, pelas fases da Lua (cheia, minguante, crescente, nova) e pelas marés. Além disso, também serve de base para a contagem do tempo, já que foi com base na translação da Lua que se estabeleceu a ideia de mês.
A unidade fundamental de qualquer calendário nasceu da sucessão constante entre a luminosidade do período diurno e o período noturno, ciclo que corresponde ao dia. A periodicidade das fases lunares sugeriu a ideia de mês, e a repetição alternada das épocas de cheia e de seca dos rios deu origem ao conceito de ano, relacionado às necessidades da agricultura.
A Lua se movimenta em volta da Terra, fazendo uma trajetória circular. Quando a Lua está na direção oposta ao Sol     (situação A), ela fica mais alta em relação ao plano de órbita da Terra. Já quando ela está entre o Sol e a Terra (situação B), fica mais baixa em relação a esse plano.
Ao se movimentar, a Lua reflete a luz do Sol de diferentes formas e, por essa razão, ela aparece para nós, que estamos na Terra, com diferentes formatos: cheia, minguante, nova e crescente.
Astros iluminados e astros luminosos
De todos os astros brilhantes que vemos à noite no céu, o mais brilhante de todos é a Lua, nosso vizinho mais próximo no espaço sideral. Depois da Lua, o ponto mais brilhante do céu noturno é Vênus, também conhecido como estrela-d’alva.
Vênus é o planeta mais próximo da Terra e, também por isso, apresenta um brilho tão intenso. Mesmo sendo dois dos astros mais brilhantes, Lua e Vênus não produzem luz como as estrelas.
A Lua, assim como os planetas, é um astro iluminado, ou seja, apenas reflete a luz solar. Já as estrelas são astros luminosos, pois produzem sua própria luz.
Para elaborar uma síntese, você deverá registrar na forma de um pequeno texto apenas os elementos mais importantes de sua observação.
Veja o exemplo: o trecho “O céu estava muito bonito, havia nuvens grandes em diferentes formatos” poderia, em uma síntese, ficar assim: “O céu estava bonito e havia nuvens grandes”.
VOCÊ SABIA?
  • Quando se observa a Lua em noites de céu limpo, é possível perceber que ela apresenta algumas regiões mais claras e outras mais escuras. Isso acontece porque a Lua possui diferentes tipos de relevo (vales, montanhas e crateras), e o que se vê é a sombra desses relevos na sua superfície.
O céu noturno e o Sistema Solar
Você já estudou nesta Unidade: a Terra e a Lua, seus movimentos de rotação e de translação, o Sol e a presença de astros luminosos e iluminados no céu.
Neste momento, o objetivo é falar da presença de outros elementos que existem no céu e do Sistema Solar.
Observando o céu no período da noite, você já deve ter percebido vários pontos luminosos.
  • Todos esses pontos são iguais?
  • Em que eles diferem?
  • Cor, tamanho, brilho, movimento?
  • O que significam essas diferenças?
Durante a leitura do texto a seguir, que tal você realizar alguns apontamentos nas laterais da página, utilizando palavras-chave ou frases que resumam as ideias do texto? Esse pode ser um bom procedimento para ajudá-lo a estudar.
 
Estrelas: pontos luminosos
A quantidade de pontos luminosos que pode ser observada no céu depende da época do ano e também de outros fatores, como a presença de nuvens, a poluição do ar (quanto mais poluído, menor a visibilidade dos pontos luminosos), a quantidade de luz no ambiente (quanto mais claro o ambiente, menos estrelas serão visíveis) etc.
Os pontos que cintilam (piscam) com brilho variado são as estrelas, que podem estar sozinhas ou agrupadas.
Em uma noite de Lua nova, sem nuvens, sem poluição e com pouca iluminação, pode-se ver a olho nu (sem o uso de lunetas e telescópios) cerca de 5 mil estrelas no céu. As estrelas são grandes massas de gases que se encontram em altas temperaturas. Em seu interior, ocorrem reações nucleares que emitem enorme quantidade de energia, principalmente na forma de luz e calor.
Mesmo sendo imensas e muito brilhantes, como estão bem longe de nós, as estrelas parecem pequenas e com pouca luz. A luz do Sol, em razão de seu brilho e de sua proximidade do nosso planeta, é tão intensa que ofusca a visão das demais estrelas. Portanto, durante o dia, as estrelas estão no céu, mas a claridade do Sol é tão grande que não permite que elas sejam vistas da Terra.
Estrelas e galáxias As galáxias são agrupamentos de bilhões de estrelas, planetas, rochas, gases e poeira que giram em torno de um centro comum. Elas também formam grupos, e assim se constitui a trama do Universo. Com base em observações e muitos estudos, os astrônomos estimam que haja cerca de 100 bilhões de galáxias no Universo.
A galáxia na qual o Sol está localizado chama-se Via Láctea. Seu formato lembra um disco achatado com braços espiralados, onde há maior concentração de gás e poeira.
Estrelas e constelações
Ao longo do ano, a posição das estrelas no céu vai se modificando. Assim, a cada mês, vemos agrupamentos diferentes de estrelas no céu ou o mesmo agrupamento em posição diferente em relação ao que estava no mês anterior.
Esses grupos de estrelas formam as constelações. Assim, constelação é um setor do céu onde o agrupamento aparente de estrelas ligadas por linhas imaginárias formam um desenho.
As constelações mais conhecidas são, em sua maioria, de origem grega ou árabe, mas outros povos também criaram suas próprias constelações. A figura ao lado, por exemplo, mostra a constelação da Ema (Guyra Nhandu) e foi criada por povos indígenas brasileiros. Seu surgimento no céu indica a chegada do inverno para os tupis-guaranis e do tempo de seca para as tribos da Amazônia.
O Sistema Solar e os planetas
Embora as estrelas que vemos à noite não sejam sempre as mesmas ao longo do ano, a posição de uma estrela em relação às outras não muda. Alguns pontos brilhantes vistos no céu, entretanto, alteram sua posição em relação a essas estrelas com o passar do tempo. Esses pontos são chamados de planetas (palavra que em grego quer dizer “errante, que se movimenta”). Planetas são corpos celestes com formato esférico, que giram em torno de uma estrela.
No caso da estrela Sol, além da Terra, há outros planetas e outros objetos que também transladam (circulam) ao seu redor. Todos eles juntos constituem o Sistema Solar.
No Sistema Solar há oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
A maioria dos planetas que podemos ver a olho nu nos parece mais brilhante do que a maior parte das estrelas. Apenas Netuno e Urano parecem menos brilhantes do que as estrelas mais brilhantes do céu.
VOCÊ SABIA?
Até o ano de 2006, os cientistas consideravam que o Sistema Solar era composto de nove planetas. Conheça essa história!
Em 1930, um astrônomo descobriu um ponto que se movia pelo céu e que seria o nono planeta do Sistema Solar: Plutão. Inicialmente, pensou-se que Plutão poderia ser maior que a Terra, mas medições posteriores mostraram que era menor do que a Lua. Além disso, já na década de 1990, foram descobertos outros objetos celestes muito afastados do Sol, alguns deles tão grandes quanto Plutão. Chegou-se a um impasse: se Plutão era chamado planeta, esses outros elementos também deveriam ser. Mas eles eram pequenos e leves demais em relação aos outros planetas. Então, em 2006, a União Internacional da Astronomia decidiu que Plutão deixaria de ser considerado um planeta, e foi então classificado como “planeta-anão”, assim como aqueles outros objetos celestes descobertos.
De acordo com suas características, os planetas do Sistema Solar podem ser divididos em dois grandes grupos: terrestres (ou rochosos) e jovianos (ou gasosos).
Semelhantes à Terra, os planetas terrestres (Mercúrio, Vênus e Marte) são constituídos principalmente de rochas e minerais, como o ferro. Já os planetas jovianos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) são compostos, sobretudo, por gases, e são muito maiores que os planetas terrestres.
Os planetas orbitam o Sol, isto é, giram ao seu redor em trajetórias aproximadamente circulares chamadas elipses. Esse movimento, como já foi estudado no caso da Terra, recebe o nome de translação, e o tempo que um planeta leva para dar uma volta completa em torno do Sol define o período de translação ou o ano para aquele planeta.
Como o movimento de um pião, os planetas também giram em torno de seu eixo. A esse movimento chamamos rotação, como foi visto anteriormente no caso da Terra. E o intervalo que o planeta leva para dar uma volta completa em torno de si mesmo define o período de rotação ou dia para aquele planeta.
Se você considerou que o texto contém muitas informações e que isso torna mais difícil sua compreensão, esta atividade vai ajudá-lo. Construa um esquema, completando os últimos quadros com os nomes dos planetas. Para tal, o primeiro passo é reler o texto.
PENSE SOBRE...
O que você aprendeu até agora o ajuda a compreender melhor os fenômenos naturais? Pesquise em livros, enciclopédias, revistas especializadas e/ou na internet: Qual é a origem do Sistema Solar? Qual foi a origem do Universo, do ponto de vista da ciência?
Planeje antes como organizar a pesquisa. Leia os textos, selecione as informações mais importantes e faça um resumo para apresentar ao seu professor. Ele poderá discutir com você os resultados a que chegou e orientá-lo para futuras atividades de pesquisa.
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