3 – O solo terrestre: O solo, origem, formação e funções

Na Unidade anterior você viu que a Terra é um dos corpos celestes que fazem parte do Universo, estudando como são os movimentos desse planeta. Pôde também conhecer mais a respeito do Sol, da Lua, das estrelas, dos planetas e de outros corpos que compõem o Sistema Solar e o Universo.
Nesta Unidade, você vai estudar um aspecto particular da Terra: o solo. Como se forma o solo? Quais são os elementos que o compõem? Quais são suas funções e importância para a vida na Terra?
Você também vai observar como a água está presente na Terra: as águas doce e salgada, como elas estão distribuídas, como a água tem relação com o solo. E, ao final, discutirá como se pode melhorar o solo e como ele deve ser preparado para abrigar diferentes plantas, aprimorando, assim, a agricultura e a produção de alimentos.
 
O solo: origem, formação e funções
Na primeira parte desta Unidade, você vai estudar como é o solo no ambiente em que você vive, como ele se forma e algumas de suas principais funções.
Observe a imagem a seguir, gerada por satélite, da cidade de Barão de Antonina localizada na região oeste do Estado de São Paulo. Nela, é possível ver diferentes cores e formas.
Com base na imagem, você pode refletir sobre as seguintes questões:
  • É possível distinguir as áreas urbana e rural? Quais elementos da imagem o ajudam a perceber isso?
  • Quais tipos de uso do solo podem ser vistos na imagem? Em sua opinião, há criações de animais? Por quê?
  • Observando a imagem, você considera que o solo foi ocupado de forma planejada e organizada? Por quê?
Nessa imagem é possível identificar a presença de uma cidade (área urbana) e um trecho de campo (área rural), com terras cultivadas. É importante que você observe quais características da imagem o ajudaram a perceber essas diferenças e também quais critérios você utilizou para afirmar como se dá a ocupação do solo.
Para conseguir explicar acontecimentos e fenômenos, os cientistas observam suas características, identificam diferenças entre elas e refletem sobre o que perceberam. Quando queremos estudar algo cientificamente, devemos cultivar essas atitudes.
 
Na história da humanidade...
No início da nossa história, o ser humano não se fixava em um único lugar, ou seja, era nômade. As pessoas viviam em locais onde havia alimentos e, quando os alimentos se esgotavam, elas simplesmente se mudavam para outro local. Há cerca de 20 mil anos, os seres humanos passaram a fixar moradia, cultivar alimentos e criar animais.
Para melhorar a estrutura do local em que moravam e aumentar a produção de alimentos, eles passaram a organizar e aprimorar seus conhecimentos sobre o solo. Como resultado desse longo processo, a humanidade percebeu que o solo é um recurso fundamental para a vida na Terra. Assim como o ar e a água, o solo é algo tão familiar que muitas vezes nem nos damos conta de sua importância e de sua fragilidade.
ORIENTAÇÃO DE ESTUDO
Grifar o texto é uma etapa importante do estudo. Mas para que seu estudo seja mais proveitoso, é interessante, em primeiro lugar, ler o texto inteiro e tentar responder à seguinte questão: “Do que trata o texto?”.
Só depois de compreender qual é o tema do texto, refaça a leitura grifando as informações que julgar essenciais para a sua compreensão. Uma dica é usar lápis, pois, se você mudar de ideia e perceber que há algo ainda mais importante para grifar, poderá apagar o grifo anterior, sem problemas.
 
Uso inadequado do solo e suas consequências
Reflita sobre a seguinte afirmação: “muitos problemas que enfrentamos hoje são consequência do uso inadequado do solo”.
Pense sobre o que você já ouviu ou leu acerca desses problemas, e imagine alguns deles e como você considera que eles poderiam ser resolvidos. Esse assunto será abordado no decorrer desta Unidade.
 
Origem do solo
O solo, a água e o ar são os elementos fundamentais para a composição de um ambiente.
Quando o planeta Terra se formou, ele era uma mistura de materiais muito quentes. Nessa mistura havia muitas substâncias, como minerais, metais, gases etc. Com o passar do tempo, a parte mais externa dessa mistura de materiais foi se resfriando e endurecendo, ou seja, se solidificando, o que deu origem à parte sólida da Terra, chamada litosfera. A parte mais externa da litosfera é a crosta, essa “casquinha” que recobre a Terra. É a partir dela que se forma o solo.
 
A formação do solo
Desde sua origem, a crosta terrestre vem sendo constantemente modificada pela ação do clima (ventos, chuvas etc.) e de outros fenômenos naturais, o que chamamos de intemperismo.
Com o passar do tempo, as rochas se fragmentaram e se desintegraram, fenômeno que acontece ainda nos dias de hoje. Isso faz que elas diminuam de tamanho, se misturando, e provoquem reações químicas entre seus constituintes, até que se transformem em um material relativamente solto e macio.
A ação de organismos vivos (como fungos, bactérias, animais, vegetais e o próprio ser humano) também contribui para a formação e a transformação do solo. Os animais que vivem no solo se alimentam de nutrientes que ali se encontram. Já as plantas dependem da retirada de nutrientes e de água do solo para produzir seu próprio alimento. Ao morrer, todos esses organismos se decompõem e se degradam, e seus componentes químicos passam a fazer parte do solo, novamente.
Portanto, foi por meio da ação transformadora de fenômenos naturais e, mais recentemente, também de fenômenos artificiais (explosões, escavações, ocupações humanas, irrigação, adubação etc.) que de forma lenta o solo se formou e tem se remodelado continuamente.
O solo é um elemento dinâmico, está em constante transformação. Você já observou que o solo não é maciço? Ele apresenta poros, pequenos espaços entre grãos, nos quais ficam armazenados a água e o ar utilizados pelas plantas e por outros organismos para que se hidratem e respirem.
 
Solo: um ambiente repleto de vida
Embora pareça sem movimento e sem vida, isto é, inerte, o solo está repleto de seres vivos. Os organismos presentes nele incluem uma diversa fauna, formada por animais que vivem em tocas, como ratos e tatus, além de outros menores (minhocas, larvas de insetos, lesmas, formigas etc.), e mesmo seres microscópicos (principalmente vermes, fungos, protozoários e bactérias).
Todos esses organismos participam do processo de transformação da matéria orgânica em minerais, que é chamado decomposição da matéria orgânica. Esse processo se inicia pelos animais maiores até chegar aos organismos impossíveis de ser vistos “a olho nu”, isto é, os organismos microscópicos.
Por exemplo, os ratos e outros animais maiores, além de se alimentarem de animais menores, espalham restos de alimentos pelo solo. As formigas, as baratas, os besouros e outros insetos se alimentam desses restos e do que sobrou das plantas, fragmentando ainda mais o material orgânico. Durante sua movimentação, além de possibilitarem que o ar entre no solo, as minhocas ingerem a terra, aproveitando todo material orgânico, e eliminam compostos orgânicos ainda menores. As bactérias e os fungos que vivem no solo realizam a decomposição, transformando o que ingerem em substâncias ainda mais simples. Assim, os materiais orgânicos presentes em animais e plantas mortos são decompostos. O produto final desse processo de decomposição é conhecido como húmus.
O solo apresenta, então, uma atividade de ciclagem de nutrientes: seres menores decompõem os maiores, sucessivamente, até transformá-los em minerais, que serão absorvidos pelas plantas. Essas, por sua vez, servirão de alimento a outros animais, e assim sucessivamente. Esse ciclo é conhecido como ciclagem do solo.
 
ORIENTAÇÃO DE ESTUDO
A próxima atividade pede que você formule hipóteses sobre a decomposição dos materiais na natureza. Você já observou que, antes de nos apropriarmos de informações científicas, costumamos pensar sobre o assunto informalmente? Ou seja, temos hipóteses sobre ele. Hipóteses são respostas possíveis e provisórias ao problema que queremos compreender.
Para formular uma hipótese, recorremos ao conhecimento que já temos e “apostamos” em uma resposta provável para uma determinada questão.
Lembre-se: a hipótese é uma ideia antecipada que temos sobre o assunto antes de compreendê-lo cientificamente.
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