11 - A vinculação entre clima e vegetação no meio ambiente

● Uma das principais manifestações da vida na superfície terrestre é a imensa massa de vegetação que se distribui pelo planeta. Sua existência pretérita (passada), sua presença atual e a condição de permanência no futuro sempre estiveram e estarão ligadas às condições dos domínios naturais, designação conceitual que se refere à combinação das três esferas inorgânicas (abióticas): litosfera, hidrosfera e atmosfera.
● Cada um desses elementos interfere na distribuição da cobertura vegetal, com destaque para o clima.
●Relações entre os domínios naturais, que são inorgânicos, e as manifestações da vida, à relação entre clima e distribuição das formações vegetais, relação que não se esgota no presente, na medida em que os climas do passado deixaram marcas na geografia das coberturas vegetais.
● É na litosfera que se formam os solos, que são rochas decompostas e é neles que surge a vida vegetal, onde as plantas mergulham suas raízes para se alimentar. Nas regiões mais elevadas da litosfera, nem todo tipo de vida é possível, e, na verdade, a vida chega a rarear (diminuir). Já nas partes mais baixas das áreas continentais, a vida vegetal se multiplica.
● As águas (hidrosfera) são fundamentais para a vida vegetal. As maiores florestas do mundo são as florestas úmidas. Quando as águas escasseiam, a vida se ressente.
● As formações vegetais são diretamente influenciadas pelas condições climáticas (atmosfera), visto que a água e as temperaturas são elementos-chave na existência da vida.
● A vida não é um fenômeno isolado, ela é possível apenas na relação com os elementos não vivos (abióticos) dos ambientes. A formação dos solos resulta do processo de decomposição das rochas, que tem no clima uma energia fundamental: chuvas, infiltração de águas, contraste entre calor e frio, por exemplo, são forças naturais que desagregam as rochas.
O mesmo ocorre com a água: a diversidade do clima é em boa medida responsável pela distribuição desigual de águas na superfície terrestre. Um segmento da superfície terrestre que se caracteriza por relevo plano e baixo, com hidrografia rica e com muita umidade e calor, será bastante confortável para a manifestação da vida vegetal.
​1. Dos domínios naturais para a biosfera: as conexões e as escalas geográficas
● Como os elementos naturais se relacionam? Como viabilizam a vida vegetal e como se combinam e interferem na distribuição das formações vegetais nas terras emersas do planeta? Tratam-se de fenômenos complexos, considerados produtos de várias relações ou vários fatores, estabelecidas entre muitas realidades, que interagem entre si. É diferente de um fenômeno simples, produto de um único fator.
● Por exemplo, as relações de interdependência são necessárias à manutenção da vida vegetal, logo é um fenômeno complexo. Para sintetizar, observe o esquema da composição da biosfera: Litosfera (estrutura geológica, relevo) + hidrosfera (rios, lagos, águas subterrâneas) + atmosfera (fenômenos climáticos) = domínios naturais Domínios naturais + solos + vida (formações vegetais e fauna) = biosfera
● Há vida em todos os recantos do planeta?
● Os domínios naturais correspondem às mais diversas combinações da atmosfera (clima), da litosfera (relevo) e da hidrosfera (oceanos, rios e lagos). Vejamos algumas:
● Existem combinações que são ideais para a vida: Clima quente e chuvoso + relevo de baixas altitudes + grande disponibilidade de água doce = condições excelentes para a proliferação da vegetação;
● Existem combinações que dificultam a vida (parte I): Clima muito frio + relevo irregular e montanhoso = situação de deserto frio, sem presença generalizada de solos e com escassa vegetação;
● Existem combinações que dificultam a vida (parte II): Clima muito quente e árido (muito seco) + relevo plano + hidrografia pobre = situação de deserto quente, solos pobres e arenosos, com escassa presença de vegetação.
2. A lógica que relaciona o clima e as formações vegetais
● As formações vegetais estão relacionadas ao relevo, ou seja, a altitude: Quer nos climas temperados, quer nos tropicais, a vegetação vai diminuindo de porte à medida que as altitudes aumentam e a umidade diminui, escasseando proporcionalmente com o aumento das altitudes;
● Nos climas temperados (mais frios), a 3 000 metros de altitude, a vegetação praticamente desaparece, enquanto nos climas tropicais ainda aparecem estepes. Aqui fica exposto um fator que interfere nessa distribuição: o clima, mais especificamente as temperaturas e, em parte, também a umidade. Conforme as altitudes se elevam, a temperatura diminui (cerca de 0,6° C a cada 100 metros). Assim, se no nível do mar a temperatura numa área tropical está a 30° C, a 3 000 metros essa temperatura será de ± 12° C. Como no clima temperado a temperatura já é menor, a 3 000 metros quase não aparece mais vegetação;
● À medida que as altitudes diminuem e a umidade aumenta, a vegetação adquire porte, chegando até as formações florestais.
● As formações vegetais vão ficando diferentes com o aumento das altitudes: essa diferenciação está associada à mudança vertical dos ambientes: quanto mais alto, mais frio e menos umidade.
● O que ocorre se a mudança for horizontal, ou seja, com o espalhamento na superfície das terras emersas? A lógica é a mesma: o que varia verticalmente (em altitude) ou horizontalmente (em extensão e latitude) são os mesmos elementos climáticos. 
● As massas vegetacionais (ou formações vegetais) são classificadas em estratos (elemento-chave para compreender a classificação das formações vegetais) denominados arbóreo, arbustivo e herbáceo.
● Ao nos referirmos a um estrato arbóreo, estamos falando dos tipos de planta, porte (altura), estrutura (se formação fechada ou aberta), distribuição. A menção ao domínio de um estrato já dá informações sobre a formação vegetal que se quer descrever. As quatro formações vegetais são as principais manifestações da vida nos meios bióticos e, por isso, são chamadas de biomas.
●Na caatinga nordestina, os estratos que a compõem são arbustivo, arbóreo e herbáceo, sem que nenhum seja dominante. O tipo de vegetação é uma savana seca, igual no cerrado. A caatinga e o cerrado são tipos de savana. 
Glossário:
​Atmosfera: conjunto de gases combinados que envolvem a superfície terrestre a que chamamos de ar.
Biosfera: conjunto da vida vegetal e animal no interior dos domínios naturais.
Clima: sucessão de tipos de tempo gerada pela circulação de massas de ar quente e frio, mais ou menos carregadas de umidade, e pelas chuvas. Tudo isso é sentido na superfície terrestre e interfere no funcionamento da litosfera, da hidrosfera e da vida.
Complexidade: característica dos fenômenos cuja existência e forma de funcionamento dependem de múltiplas relações.
Domínios naturais:
1. A interação da atmosfera com a litosfera e a hidrosfera forma um domínio natural;
2. Mundo inorgânico;
3. As combinações no mundo inorgânico são variadas, o que gera diversidade de domínios naturais.
Hidrosfera: 1. Conjunto das águas na superfície terrestre;
2. Composta de oceanos e mares, águas subterrâneas, rios e lagos.
Inorgânico: matéria sem vida (abiótica) presente na superfície terrestre. Litosfera:
1.  Conjunto dos elementos sólidos que formam a crosta terrestre;
2. Estruturas rochosas que são um dos componentes dos domínios naturais.
Orgânico:
1. Mundo da vida; mundo biótico;
2. Os seres vivos vegetais e animais;
3. Combinação dos domínios naturais mais a vida.
Simplicidade: Condição dos fenômenos que resultam apenas de um fator. Solo:
1. Camada que se forma sobre as rochas, não muito duras, e que é produto da desagregação das rochas e da decomposição de matéria orgânica;
2. Dimensão do meio ambiente onde prolifera a vida vegetal.
Vegetação:
1. Forma de vida que se desenvolve nos solos, consumindo nutrientes e água e usando a energia solar;
2. Forma de vida que se desenvolve nas terras emersas, fixada ao solo.
 
Clima: Fatores e escala global
Tempo e clima: O tempo é um estado momentâneo da atmosfera, enquanto o clima é a configuração mais permanente ou referente a um período de tempo maior. 
Temperatura e Latitude: A temperatura depende da quantidade de radiação solar que chega a superfície. Graças ao formato esférico da terra, a distribuição desses raios incidem de forma desigual de acordo com a latitude, incidindo de forma mais intensa na região intertropical, diminuindo de acordo com a aproximação dos pólos.
Estações do ano: Movimento de translação e inclinação do eixo da terra, faz com a incidência de raios solares seja desigual em determinadas épocas do ano, marcando assim as Estações (primavera, verão, outono e inverno). O solstício refere-se a incidência maior radiação nos trópicos (Capricornio e cancer) e marca o verão ou inverno nos dois hemisférios. Já o equívoco refere-se a incidência de radiação equilibrada nos dois hemisférios, e se caracteriza como outono e primavera.
Temperatura e altitude: A radiação solar chega à superfície terrestre em diferentes intensidades, e isso se dá pela irradiação do calor conforme as propriedades de cada altitude. Na troposfera quanto maior a altitude, menor a temperatura. Isso se dá pela pressão atmosférica ser menor, com a presença de poucos elementos que possam reter o calor, já que apresenta concentrações menores de gás carbônico e vapor de água por exemplo.
Tipos de precipitações: As precipitações que é a quantidade de água que cai num determinado lugar da superfície da Terra, causando as chuvas (a temperatura diminui, o ar comprime o vapor de água, fazendo com que as moléculas se aproximem e se transformem em gotículas maiores e mais pesadas. 
Tipos de chuvas: Convecção (O ar quente mais leve sobe, se condensa e forma-se as grandes nuvens de desenvolvimento vertical, que origina chuvas torrenciais); Frontal (ocorre do choque de massas de ar com propriedades diferentes, massa de ar frio avança sobre a massa de ar quente e forma a frente fria); Orográfica (uma massa de ar ascende em altitude por causa de algum obstáculo, diminui a temperatura, e se transforma em chuva nas áreas mais altas do relevo); Neve (Quando a condensação do vapor de água ocorre a temperaturas inferiores a zero e mais ou menos lentamente, formam-se cristais de gelo, que ao caírem para o solo, se vão juntando uns aos outros, formando flocos aveludados); Granizo (as gotas de água são arrastadas por correntes de ar ascendentes, para níveis altos da atmosfera, onde a temperatura é negativa; essas gotas solidificam rapidamente, transformando-se em grãos de gelo)
Massas de Ar: O deslocamento do Vento acontece em altas temperaturas (baixa pressão) e baixas temperaturas (alta pressão) que se deslocam de forma diferente na atmosfera com características próprias de temperatura, umidade, velocidade e pressão, caracterizando assim as Massas de Ar. 
Frentes frias e seus efeitos: denomina-se frentes o contato entre as massas de ar diferentes. Denomina-se frente fria quando uma massa de ar mais fria, desloca uma massa de ar mais quente, causando queda de temperatura, aumento da nebulosidade, eventuais chuvas e até mesmo geadas.
Climas do Brasil: Por  estar localizado na área intertropical, o Brasil tem um clima quente e úmido em sua maioria, variando conforme a altitude. Para entender os diferentes climas do país precisamos analisar o climograma, que mostra a variação de chuva e temperatura de acordo com os meses do ano. Os principais tipos de clima do Brasil são: equatorial, tropical, tropical de altitude, tropical úmido, subtropical e semiárido.
Sociedade e mudanças no clima: as atividades humanas interferem nas características da atmosfera, com a poluição e interferência no solo
Ilhas de calor: a temperatura de um determinado local, também depende de como a área e ocupa, áreas com cobertura florestal, a radiação que não é retida pelas plantas e refletida voltando pra atmosfera. Já em áreas urbanas, conforme a vegetação é retirada e substituída por asfalto e concreto, 90% da radiação é absorvida e devolvida em forma de calor, aumentando assim a temperatura em determinados locais. Além disso, os prédios e construções acabam canalizando os ventos, que tem nesses prédios barreiras para sua circulação, criando assim grandes corredores de vento, denominados Cânion urbano.
Poluição do ar e Inversão Térmica: No verão o ar aquecido torna-se mais leve e aumenta a circulação porque tende a subir, dispersando melhor os poluentes que se encontram na atmosfera. Já no inverno, ocorre a inversão térmica, quando a temperatura cai, criando uma camada de ar frio mais próximo da superfície, que impede a dispersão dos poluentes, piorando a qualidade do ar.
Chuva ácida: As partículas de poluentes emitidos nas grandes cidades, como o dióxido de enxofre se combina com as moléculas de água, dando origem a chuva ácida. 
Aquecimento global: A vida na terra so e possivel gracas a existência de calor na superfície proveniente do chamado efeito estufa. Porém o aumento da poluição, tem jogado na atmosfera gases que aumentam a retenção de calor, intensificando esse processo natural, causando aumento da temperatura. Os maiores poluidores são os países ricos, com a obtenção de energia, indústrias e grande presença de veículos. O aumento da temperatura do planeta, tem causado diversos efeitos, entre eles o derretimento das calotas polares, e o aumento do nível dos oceanos, mudando as dinâmicas terrestres e climáticas. Diversas conferências têm sido feitas para alertar os governos e tentar diminuir as consequências dessas mudanças, entre elas a CONFERÊNCIA SOBRE O MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO (Rio-92), que abriu as discussões sobre o assunto, dando origem anos mais tarde ao PROTOCOLO DE KYOTO (1997, Japão), acordo esse que impõe limites para reduzir a poluição e suas consequências nas mudanças climáticas.
Buraco na camada de ozonio: o Ozonio é um elemento presente na estratosfera, e possui a função de refletir de volta ao espaço grande parte da radiação ultravioleta que vem do sol. Essa radiação é prejudicial ao homem, quando chega à superfície, podendo causar diversos males como câncer de pele. Porém nas últimas décadas, a utilização dos CFCs (clorofluorcarbono) presente em itens como geladeira, ar condicionado e aerossóis, que ao entrarem em contato com o ozônio, o destroem, o que acaba formando um buraco nessa camada de proteção, sobretudo nas regiões polares, onde esse processo de destruição e mais eficiente.
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