O que é História?

1. Estudo da História

 

O que é História?

A maneira mais comum de conhecermos nossa história é por meio das fotografias. Com certeza, em sua casa há fotografias guardadas. Fotos suas, de seus familiares ou de amigos. Algumas, talvez, estejam impressas e guardadas em álbuns que retratam momentos vividos antes de você nascer, não é verdade? Podemos dizer que elas são registros da história da sua vida e da sua família. Mas o que é História?

Se procurarmos o significado da palavra “história”, descobriremos que ela tem sua origem na Grécia Antiga. É a união das palavras gregas his+oren, que significam: olhar em volta, apreender a realidade pelo olhar.

Os objetos de estudo da História são as sociedades humanas e suas transformações ao longo do tempo. Por meio de pesquisas, o historiador parte do presente para investigar o passado, e então volta ao presente, que é o momento em que ele vive, identificando as transformações ocorridas. Assim, por meio da História, podemos conhecer mais sobre povos do passado e também sobre nós mesmos, pois podemos comparar nossa forma de viver, de trabalhar e de nos organizar com a de outras sociedades. Percebemos assim semelhanças e diferenças, podendo identificar elementos novos e heranças que recebemos de outros povos. Atualmente é dado grande valor à consciência histórica, ou seja, à possibilidade de conhecer criticamente o contexto histórico e cultural do qual fazemos parte. Todos nós fazemos parte da história, somos agentes históricos; por isso, também somos responsáveis por ela.  

Como agentes históricos, carregamos experiências e memórias. A palavra “memória” pode ser entendida como a capacidade mental de recuperação de fatos ocorridos no passado, seja um passado próximo (o dia de ontem), seja um passado mais distante (sua festa de aniversário de quatro anos, por exemplo).

A memória pode ser diferente entre as pessoas, pois cada uma, por mais que tenha presenciado o mesmo evento, o vivenciou à sua maneira e guardou lembranças importantes para ela. Como a imagem da torcida brasileira, que abre este capítulo: muitos lembram a emoção de estar no estádio, da alegria contagiante do momento. Outros preferem nem pensar na Copa de 2014, pois o Brasil não chegou à grande final.

Portanto, a preservação da memória é muito importante, pois, muitas vezes, dela surgem as tradições. As tradições podem ser compreendidas como um conjunto de práticas, crenças, costumes, danças, o preparo de alimentos e rituais.

Fontes históricas

Conhecer a História depende da análise de fontes. As fontes são vestígios, registros, testemunhos deixados pelas sociedades passadas e interpretadas por historiadores. Isso significa que seu objeto de estudo está sujeito a inúmeras interpretações. Por esse motivo, a cada momento em que estudamos o passado ele pode ser visto de modo diferente, pois as pessoas e as sociedades estão constantemente passando por mudanças. Afinal, a História depende da vida, e vida se transforma!

As fontes são divididas em materiais e imateriais. As fontes materiais são diversas, como mapas e fotografias. Elas podem também ser registros escritos, como cartas e livros, ou até mesmo pinturas, armas, vestimentas, acessórios, moradias, restos de fogueira etc. As fontes imateriais são as tradições orais, as lendas e canções.

O tempo e a História

Cada sociedade possui a sua cultura. Podemos entender cultura como a maneira de manifestar a vida de um grupo humano: suas vestimentas, crenças, costumes, músicas, técnicas, valores etc. São experiências e conhecimentos aprendidos e compartilhados pelos indivíduos de determinado grupo e que, portanto, estabelecem entre os membros uma identidade.

A cultura de um povo também pode determinar a sua forma de medir ou contar o tempo, pois o tempo é medido com base em uma referência e cada sociedade apresenta uma singularidade.

No passado, a humanidade tinha como referência de tempo a natureza: ciclo da vida (infância, juventude e velhice), a passagem do dia, as fases da lua, a cultura de plantas. Com base nessas observações, os seres humanos criaram instrumentos e formas para registrar o tempo como os relógios e os calendários.

Relógios

O relógio solar é um dos instrumentos mais simples de astronomia. Consiste em uma pedra cravada verticalmente no solo, da qual se observa a sombra.

A clepsidra, também conhecida como relógio de água, foi uma das primeiras formas de contar o tempo. Ela marca o tempo de passagem de água de um recipiente para outro, processo semelhante ao da ampulheta, que utiliza areia.

 

Calendários

Cada povo, de acordo com sua cultura, estabeleceu um momento diferente para iniciar a contagem do tempo. O calendário que utilizamos atualmente é denominado gregoriano. No Ocidente, a contagem do tempo foi organizada pela Igreja Católica Apostólica Romana. A contagem do tempo foi feita tendo como referência o ano de nascimento de Jesus Cristo, por isso às datas foram acrescidas as abreviaturas a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo).

 

Os séculos

As datas podem ser expressas por meio de números romanos, que representam os séculos.

Divisão da História

Além da contagem do tempo por meio de calendário, a História está dividida em períodos ou idades.

É importante saber que a divisão da História em períodos é uma construção, pois foi determinada por historiadores e estudiosos. Por ter como referência o desenvolvimento da Europa, a história de outros países e povos foi desconsiderada. Na realidade, as características de um período histórico não deixam de existir de um dia para o outro.

E o Brasil? Onde podemos situá-lo nessa divisão da História? Essa divisão em períodos usa como referência os acontecimentos relativos à Europa. Por isso, o Brasil aparece somente a partir de 1500. A data da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil assinala a entrada do nosso país na História Geral do mundo ocidental.

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