10 – Ambiente e biodiversidade: A vida na Terra

Neste primeiro Tema, você vai estudar a vida no planeta, sua origem, há cerca de 3,5 bilhões de anos, e as transformações ocorridas até os dias atuais. Também vai estudar a diversidade da vida na Terra.
Observe esta imagem do Pantanal no Estado do Mato Grosso do Sul.
• Que tipo de ambiente é mostrado na foto?
• É possível identificar quantas espécies de animais e plantas há na fotografia?
• Em sua opinião, nessa área do Pantanal existem outras espécies de animais e plantas além das mostradas?
• Você acha que há apenas uma espécie de animal nessas águas ou existem outras? Quais?
 
O início da vida na Terra
Como você já estudou na Unidade 3, os fenômenos que levaram à formação da Terra se iniciaram há aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Entretanto, os sinais mais antigos de vida no planeta são de cerca de 3,5 bilhões de anos. São fósseis de organismos 
organismos constituídos de uma única célula, como as arqueobactérias.
O início da vida na Terra marcou o começo de uma série de transformações no ambiente do planeta. Isso aconteceu à medida que os seres vivos passaram a estabelecer relações com o meio, absorvendo algumas substâncias dele e produzindo outras.
Esses seres primitivos produziram grandes quantidades de gás carbônico, o que ajudou a modificar a atmosfera inicial do planeta. Esse gás, ao ser espalhado pelos oceanos, favoreceu o surgimento de novas formas de vida fotossintetizantes, isto é, que fazem fotossíntese.
A fotossíntese provocou profundas mudanças no desenvolvimento da vida na Terra, pois levou ao acúmulo de gás oxigênio na atmosfera. A presença de grandes quantidades desse gás na atmosfera, por sua vez, criou as condições necessárias para que pudesse surgir um novo processo de obtenção de energia pelos seres vivos: a respiração celular.
 
A respiração
Em geral, entende-se respiração apenas como o ato de inspirar e depois expirar o ar para dentro dos pulmões, seja pelo nariz, seja pela boca. Mas a respiração vai muito além disso. Não são apenas as pessoas e os animais que respiram. As plantas e vários microrganismos também o fazem.
A respiração é um processo pelo qual um ser vivo utiliza o gás oxigênio, que é retirado do ambiente, para quebrar moléculas orgânicas, como a glicose, e assim gerar energia para sua manutenção. Nesse processo, a respiração gera gás carbônico e água.
Na fotossíntese ocorre o contrário: a reação entre a água e o gás carbônico produz gás oxigênio e substâncias que armazenam grande quantidade de energia, principalmente os açúcares.
A respiração permitiu aos seres vivos obter energia a partir de glicose e gás oxigênio, em um processo que produz cerca de 20 vezes mais energia do que na fermentação.
Assim como a fermentação, a respiração é um processo que consiste em extrair energia acumulada nas moléculas de açúcares e gorduras, de alto teor energético, para realizar as diversas funções necessárias para um ser manter-se vivo. Basicamente, essas funções são: nutrir-se, relacionar-se e reproduzir-se.
 
Biodiversidade
Biodiversidade é um termo da ciência que une duas palavras: o radical bio (vida) com a palavra diversidade (variedade) e significa variedade de genes, de espécies e de ecossistemas que constituem a vida na Terra.
A interação entre os seres vivos e o ambiente modifica tanto os seres vivos como o ambiente. Ou seja, nessa interação, ambos os lados (ambiente e seres vivos) se modificam. Por isso, esse processo é chamado de mútuo ou recíproco. Isso mostra que os seres vivos fazem parte do ambiente.
De acordo com a teoria da evolução, toda essa diversidade teve origem comum, na sopa primordial, como você pôde estudar na Unidade 3. A partir das primeiras moléculas teriam se formado os primeiros organismos, unicelulares e muito simples, que passaram a interagir com o meio.
Essa interação dos seres vivos entre eles e com os demais elementos que constituem o ambiente (ar, solo, água etc.) e a variação genética são responsáveis por toda a diversidade ou variedade de vida – a biodiversidade – que se pode observar atualmente. A biodiversidade garante o equilíbrio dos ecossistemas e, em consequência, o do planeta Terra.
É importante ter sempre em mente que a intervenção do ser humano na natureza vem modificando os ambientes. A ação humana tem causado impactos em populações de plantas e de animais, gerando inclusive o desaparecimento de algumas espécies.
Os danos causados à biodiversidade não afetam apenas as espécies que habitam determinado local. Direta ou indiretamente, eles modificam todas as outras espécies e o próprio ambiente, uma vez que alteram a rede de relações existente entre as espécies e entre estas e o meio em que vivem, como você pôde notar isso na imagem anterior
 
Variedade de seres vivos e suas implicações
A variedade de seres vivos está ligada à variedade de ambientes e às modificações ambientais. Quanto maior a diversidade dos seres vivos, maior a probabilidade, a chance, de algumas espécies sobreviverem a mudanças climáticas ou a outros fenômenos naturais, como terremotos e vulcanismo, ou mesmo artificiais, como guerras, contaminação do solo e poluição do ar.
Por ano, são descritas em média cerca de 13 mil novas espécies. Dados atuais apontam que existe um número aproximado de 1,5 milhão de espécies descritas no planeta. Mas, pesquisadores acreditam que na Terra existam 8,7 milhões de espécies diferentes, com uma variação de 1,3 milhão, para mais ou para menos. O Brasil possui entre 10% e 20% do número total.
 
ORIENTAÇÃO DE ESTUDO         
Uma ação muito importante para aprender a estudar é planejar a organização de registros do que se estudou. Como você já sabe, é possível registrar as informações mais importantes de um texto de diferentes formas (fazendo anotações, grifando, produzindo esquemas ou listas etc.), mas é necessário ficar atento também ao tipo de informação que cada texto oferece.
Releia o texto Variedade de seres vivos e suas implicações.
Você reparou que o texto traz informações em números, ou seja, dados numéricos, para tratar da variedade dos seres vivos existentes. Complete a lista a seguir com as informações relativas aos números apresentados no texto: São descritas por ano em média cerca de   ___________________novas espécies. No planeta existe___________________ aproximadamente de espécies. Pesquisadores acreditam que no planeta Terra existam ___________________de diferentes espécies, com uma variação de ___________________, para mais ou para menos. O Brasil possui entre ___________________e ___________________do número total.
Observe que, para indicar as quantidades, aparecem no texto termos que estão destacados como: “em média”, “número aproximado”, “variação”. Você parou para pensar no que esses termos significam? Eles indicam que esses não são números exatos, mas representam cálculos aproximados.
 
VOCÊ SABIA
Os cientistas acreditam que a Terra já tenha passado por cinco grandes eventos de extinção em massa, ou seja, de desaparecimento de grande variedade de espécies. Quando uma espécie desaparece, diz-se que ela está extinta. Quando muitos milhares de espécies desaparecem, diz- -se que ocorreu uma extinção em massa de espécies. O primeiro grande evento de extinção do planeta envolvendo organismos formados por várias células ocorreu há cerca de 443 milhões de anos, e o último e mais conhecido ocorreu há cerca de 65 milhões de anos, quando a maioria dos dinossauros desapareceu. Em menos de 2,5 milhões de anos, 76% das espécies de vida terrestre foram extintas.
 
Variedade e manutenção da vida
A parte externa da Terra é formada por:
• litosfera ou superfície terrestre, que são: o subsolo, o solo e o relevo;
• hidrosfera, ou seja, o conjunto dos rios, lagos, mares e oceanos;
• atmosfera, que é a camada de gases que a envolve;
• biosfera, ou o conjunto das regiões nas quais existem seres vivos.
O planeta Terra, no entanto, vem passando por profundas transformações, o que permite que seus diversos componentes (litosfera, hidrosfera e atmosfera) se modifiquem e favoreçam o aparecimento e a evolução da diversidade vegetal e animal. Sendo assim, a distribuição dos seres vivos na Terra não é homogênea nem estática.
Não é homogênea porque a distribuição dos seres vivos no planeta não é uniforme. Alguns lugares têm mais variedade e/ou quantidade de seres vivos do que outros. Há animais que são encontrados apenas em algumas partes do planeta e não em outras.
E não é estática porque a distribuição dos seres vivos pelo planeta muda com o tempo. Animais e plantas desaparecem (como os dinossauros) e outros novos surgem (como o ser humano, que não existia no tempo dos dinossauros), modificando a paisagem continuamente, ainda que de forma bastante lenta.
A distribuição dos seres vivos na Terra se modifica ao longo do tempo pelas alterações nas condições do solo, do clima e das águas, fatores que condicionam fortemente a vida no planeta.
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