5 - Indicadores  Sociais: Desigualdades Regionais 

No Brasil, existem vários tipos de desigualdades sociais, no entanto, as desigualdades não se limitam apenas a fatores como cor, posição social e raça, ainda convivemos com as desigualdades regionais, que se referem às desigualdades entre as regiões, entre estados e entre cidades.
Podemos tomar como exemplo, levando em conta o panorama da pobreza nos estados, a região Nordeste, nessa região se encontra os estados que possuem maior concentração de pessoas com rendimento de até meio salário. Outra disparidade marcante entre o Centro-sul e o Nordeste está no desenvolvimento humano.
O desenvolvimento humano avalia a qualidade de vida de uma população, em nível nacional, estadual e municipal. Tal avaliação requer estudos e cruzamentos de dados estatísticos. Isso pode ser realizado por vários órgãos, públicos ou privados, dependendo do interesse ou abordagem, embora o órgão oficial brasileiro seja o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O primeiro passo é coletar os dados através do censo nacional e, a partir daí, pode-se estabelecer comparações entre os estados.
Fazendo uma classificação, baseada no IDH das regiões brasileiras, teremos a seguinte hierarquia:
Primeiro lugar: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul;
Segundo lugar: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Roraima e Amapá;
Terceiro lugar: Acre, Pará e Sergipe.
Por último, estão os estados do Nordeste, com exceção de Sergipe.
Lembrando que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) significa como a população de um determinado lugar está vivendo, segundo a qualidade de vida, renda per capita, mortalidade infantil, taxa de analfabetismo, expectativa de vida, qualidade dos serviços públicos (saúde, educação e infraestrutura em geral).
A partir desses fatos, verifica-se que dentro de um país pode haver vários tipos de desigualdades que podem ser decorrentes de vários fatores (históricos, econômicos, sociais etc.).
Desigualdade social
Apesar de nós brasileiros sermos todos iguais perante a lei, há profundas desigualdades entre os membros da nossa sociedade. Mesmo com avanços importantes em termos de distribuição de renda nas últimas duas décadas, o Brasil continua tendo uma expressiva concentração de riqueza e segue sendo um dos países mais desiguais do mundo.
Vamos a alguns dados recentes apresentados pela organização Oxfam Brasil que demonstram a condição de extrema desigualdade social em que vivemos, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Em nível global, apenas oito pessoas detêm o mesmo patrimônio que a metade mais pobre da população mundial. No Brasil, a situação é ainda mais acentuada: apenas seis pessoas possuem a riqueza dos 100 milhões de brasileiros mais pobres. Aqui, os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95%.
Desigualdades sociais: um fenômeno complexo
Os dados acima se referem à desigualdade econômica: de renda, riqueza, patrimônio. Existem, entretanto, várias outras formas de desigualdades sociais: de gênero, raça, geração, geográfica, acesso a serviços públicos, etc. Não se pode tratar apenas a desigualdade econômica, por exemplo, sem pensá-la relacionada a outras formas de desigualdade, pois as diferentes expressões das desigualdades não se apresentam sempre separadas, mas em muitos casos se reforçam. Portanto, é preferível falar não em desigualdade social, mas sim em desigualdades, no plural.
As desigualdades se dão em vários níveis. É grande a disparidade entre países ricos e pobres; e dentro dos países, entre suas regiões e estados. Em cada estado, existem grandes diferenças entre os municípios, nos quais podemos perceber desigualdades entre o meio urbano e rural. E dentro de cada cidade, temos as áreas nobres e as periferias. Existem ainda outras formas de desigualdade que geram um abismo social entre os mais diversos indivíduos, como a discriminação contra mulheres, negros e indígenas. As desigualdades não podem ser tratadas como um mero problema individual, mas sim como um complexo fenômeno social com profundas raízes históricas.
Distribuição de renda
O conceito econômico de distribuição se refere à forma com que são repartidas as riquezas e os bens socialmente produzidos (em um sentido amplo, a renda) entre os indivíduos e entre os diferentes estratos da população em determinada sociedade.
As características da distribuição de renda e os mecanismos que a influenciam variam e dependem diretamente da organização da produção e da forma de propriedade vigente em cada sociedade. Portanto, a distribuição decorre do próprio processo produtivo e está relacionada com a divisão social do trabalho, ou seja, com a forma com que se encontram distribuídos os juros, lucros, rendas, salários e a propriedade dos fatores de produção.
Distribuição, concentração e desigualdade de renda
A renda total de um país ou região encontra-se distribuída – em maior ou menor grau – de maneira diferenciada entre os indivíduos e diferentes camadas sociais. O tema da concentração de renda é um dos campos em que a teoria econômica se liga mais intimamente à análise sociológica e política.
Diferentes correntes de pensamento buscam justificar ou criticar a distribuição desigual da renda. As teorias que justificam a desigualdade costumam se basear nas diferenças de capacidades, escolaridade e méritos entre os indivíduos, argumentando ainda que a desigualdade seria desejável para incentivar a eficiência do mercado. Porém, a desigualdade é vista geralmente como indesejada e causadora de graves problemas sociais.
Medindo a distribuição de renda
Existem várias maneiras de se medir e analisar a distribuição de renda. Uma das medidas mais conhecidas é o Coeficiente de Gini, que varia de 0 a 1. Quanto mais se aproxima de 1, maior é a concentração da renda, quanto mais próximo de zero, mais igualitária é sua distribuição.
Outra conhecida ferramenta estatística é a Curva de Lorenz. Trata-se de uma representação gráfica da razão entre a população e o total da renda, que recebe o nome de seu criador.
Distribuição de renda no Brasil
O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Na nossa história recente, o maior aumento na desigualdade se deu nas décadas de 1960 e 1970, em decorrência de uma política econômica que visava concentrar a renda nas classes mais ricas para incentivar o investimento e o consequente crescimento da produção. A ideia era crescer o bolo para depois reparti-lo. Para atingir tais objetivos, o governo militar reduziu os salários reais e reprimiu a organização dos trabalhadores. O coeficiente de Gini na década de 1970 estava acima de 0,6. A partir da redemocratização, significativos avanços de políticas sociais acarretou a redução do índice, que em 2010 chegou a 0,53. Apesar da diminuição da desigualdade, esse patamar ainda é bastante elevado comparado ao resto do mundo.
Políticas de redistribuição de renda
A distribuição de renda depende do funcionamento do mercado, que busca empregar os recursos de forma eficiente, mas não garante necessariamente que os recursos sejam alocados de forma justa. Como resultado, muitos economistas defendem que o governo deve redistribuir a renda para alcançar uma distribuição mais igualitária do bem estar econômico. Algumas dessas políticas, como o sistema de assistência social ou o seguro desemprego, tentam apoiar os membros da sociedade que são mais necessitados. Outros, como o imposto de renda individual progressivo, fazem com que os mais ricos contribuam mais para subsidiar o estado de bem estar social.
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