06 - As diferentes regionalizações do Brasil

Regionalização brasileira
​Observe o mapa, este é o mapa político do Brasil, que mostra as divisões territoriais dos estados.
Podemos dividir os espaços de diferentes maneiras. Além da divisão por estados, quais seriam outras formas? Você conhece alguma? Dividir os espaços e agrupá-los seguindo alguns critérios facilita ou prejudica a compreensão sobre a organização do território?
Processo de regionalização
​Além de apresentar grande extensão territorial, o Brasil caracteriza-se pela diversidade cultural, econômica e social de sua população. O nível de desenvolvimento industrial, de escolaridade, o acesso ao saneamento básico e à saúde, a renda per capita, entre outros fatores, são diferentes ao longo do território brasileiro. Por isso, existem propostas de regionalização, que visam apresentar características semelhantes de determinada região para direcionar as medidas públicas e atender adequadamente à população e aos setores econômicos mais carentes.
O processo de regionalização consiste no estudo e na delimitação das regiões. Para isso, é necessário o estabelecimento de critérios, que podem ser físicos, econômicos, culturais, ambientais, sociais, entre outros. Dessa forma, determinada região pode ser caracterizada pelo nível de desenvolvimento dos setores primário, secundário e terciário, por exemplo.
Devido à dinamicidade do espaço geográfico, as regionalizações não são construções estáveis. As regiões podem variar de acordo com os critérios adotados e as mudanças nas esferas físicas, econômicas e sociais.
O processo de regionalização, no entanto, não impede que haja uma interação econômica entre as regiões. No Brasil, as regiões estão integradas pelo fluxo intenso de mercadorias, sistema de estradas e rodovias e pelas migrações de pessoas entre as diversas partes do território.
Planejamento regional
Como o Brasil apresenta grande diversidade econômica e social, a maior parte das medidas públicas de combate à pobreza e de desenvolvimento econômico é realizada em âmbito regional. A delimitação do país em regiões contribui para identificar os principais problemas e, com isso, elaborar projetos de desenvolvimento e direcionamento de verbas públicas. Alguns desses projetos foram criados durante as décadas de 1950 e 1960, quando o governo federal começou a adotar medidas que visavam ao desenvolvimento regional do Nordeste e do Norte do Brasil.
Esses projetos foram a SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) criada em 1959, e a SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), em 1966. Tinham a finalidade de promover o desenvolvimento econômico dessas regiões, diminuindo, então, as diferenças sociais relativas ao restante do país.
Propostas de regionalização do Brasil
​Atualmente, há inúmeras propostas de regionalização do território brasileiro, porém, as propostas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos complexos regionais são as mais utilizadas para subsidiar pesquisas e caracterizar as diferenças sociais e econômicas do país.
O IBGE, com o objetivo de facilitar o trabalho de organização dos dados estatísticos e planejar as ações do governo, propôs a divisão regional do país. Porém, ela nem sempre foi a mesma.
Várias propostas surgiram a partir de 1913 até se chegar à atual, pois se procurava adaptar a divisão regional às novas realidades econômicas e sociais que o país atravessava em cada momento de sua história.
Em 1913, foi elaborada a primeira proposta de divisão regional, acreditando-se que os critérios utilizados para sua criação resistiriam à ação do tempo. Foi elaborada para ser utilizada no ensino da Geografia. Baseava-se apenas em aspectos físicos do território e dividia o Brasil em Setentrional, Norte Oriental, Central, Oriental, Meridional.
Já em 1940, foi elaborada uma nova proposta de regionalização para o Brasil, feita pelo IBGE, levando-se em conta além dos aspectos físicos, as questões socioeconômicas. Repare no mapa como era dividido nosso país. Não existiam os estados do Mato Grosso do Sul, Tocantins, Roraima, Rondônia e Amapá. O Acre era Território Federal.
Em 1970 ocorreu nova regionalização, estabelecendo os contornos estaduais e regionais parecidos com a divisão atual. O Acre já era estado da Federação, e os Territórios Federais de Roraima, Rondônia e Amapá estavam delimitados. O critério para essa regionalização foi o mesmo de 1940. Pela Constituição de 1988, todos os Territórios Federais passaram ao nível de estado. Mato Grosso do Sul foi desmembrado de Mato Grosso em 1979, Rondônia já era estado desde 1982 e o Tocantins foi desmembrado de Goiás em 1988. A partir de então, o Brasil passou a ter os contornos regionais estabelecidos pelo IBGE, e que perduram até hoje.
A divisão atual do IBGE se baseia na homogeneidade dos estados quanto às características naturais, sociais e econômicas. Essa divisão respeita os limites dos estados e divide o Brasil em 5 macrorregiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
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