Iluminismo

Iluminismo ou Ilustração foi um movimento de ideias desenvolvidas entre o final do séc. XVII e XVIII, na Europa ocidental, tendo a França como principal centro produtor e irradiador.
Principal característica era a cresça na Razão humana.
Para eles o homem só podia alcançar o esclarecimento e a luz através da razão, que deveria ser aplicada a todas as atividades humanas destruindo a ignorância, os preconceitos e fanatismos religiosos.
Crença otimista no progresso constante da humanidade.
Ignorância, obscurantismo e superstição cederiam lugar ao esclarecimento, as luzes.
Pela Razão se chega ao conhecimento que traria inevitavelmente o progresso.
A história da humanidade seria prova do seu constante progresso, portanto o progresso era linear e ilimitado.
Da noção iluminista de progresso, deriva a ideia de civilização, que para eles, era o que os europeus haviam criado.
Todos os outros povos deveriam evoluir do estado primitivo para o de civilização a partir do contato com os europeus. 
 
Pensadores Iluministas 

Ocupavam-se de varias áreas do conhecimento:
François Marie Arouet (1694-1778), mais conhecido como Voltaire, é considerado por muitos como o maior propagandista do novo regime. Engajou-se nos debates contra a Igreja e o Antigo Regime.
Era o símbolo do Anticlericalismo, condenava por meio de sátiras anedotas e ensaios o fanatismo, o preconceito religioso e a infalibilidade do Papa.
Mas apesar de tecer duras criticas contra a Igreja, acreditava em Deus como ser supremo.
Por seus escritos chegou a ser preso duas vezes, e para evitar a terceira fugiu para a Inglaterra. Voltaire também foi um incansável defensor da liberdade de pensamento e expressão: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei ate a morte o direito de você as dizer".
Barão de Montesquie (1689-1755), autor de O Espirito das Leis, obra composta por muitos livros e publicada pela primeira vez em 1748.
Uma das ideias importantes desta obra é que as leis mantem estreitas relações com a historia e a realidade do povo que esta submetido a elas, assim não há leis injustas ou justas, mas sim adequadas a realidade do povo, tempo e lugar.
Montesquie, afirmava que todo individuo que exerce o poder tende a abusar dele, e estaria tudo perdido se um mesmo individuo tivesse o poder de governar, fazer leis e julgar. Sendo assim se fazia necessária a separação entre os poderes.
Estava assim elaborada a teoria dos Três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, para ele, os três poderes só funcionariam se fossem autônomos e harmônicos.
Jean Jaques Rousseau (1712-1778), estabelece um contraste entre o homem natural e o homem civilizado.
Para ele o Homem natural é piedoso e bondoso, já o homem civilizado perdeu sua bondade natural e se tornou agressivo e cruel.
Ele afirma que a infelicidade humana tem sua origem na propriedade privada, que teria destruído a igualdade entre os homens.
Em seu livro O Contrato Social, ele afirma que ao se verem ameaçados, os homens concordam em se organizar politicamente, estabelecendo um Contrato social, e por este contrato ficava estabelecido que a Vontade geral é soberana, e que o governo é apenas um delegado, o povo pode destituir e estabelece, limitar e modificar um governo.
Símbolo máximo do Iluminismo, a Enciclopédia foi elaborada para ser uma síntese de todo o conhecimento reunido e ao mesmo tempo um poderoso instrumento de sua divulgação. 
Iluminismo e Economia 
 
A revolução intelectual iluminista não criticou somente o absolutismo, mas também o mercantilismo, e sua principal característica, a intervenção Estatal na economia.
O organismo econômico comparado ao corpo humano, aonde a agricultura é o coração da economia, pois dela se retira toda a riqueza, sendo a indústria e manufatura, somente transformadoras desta riqueza e portanto secundarias.
A Lei mais importante desse organismo econômico é a lei da oferta e da procura, assim se o governo intervisse estaria contrariando as leis naturais. O governo deveria se restringir a promover o progresso e eliminar as regulamentações mercantilistas. 
Adam Smith é considerado o pai da ciência econômica, discorda do movimento afirmando que a única fonte de riqueza é o trabalho, e não a terra, e o seu valor seria dado pela lei da oferta e da procura.
Para ele, outras leis do mercado garantiriam a evolução natural e saudável da econômica, ou seja, "a mão invisível do mercado conduziria ao progresso econômico, sem que fosse necessário a mão pesada do Estado".
Adam portanto se opunha a intervenção do Estado e de grupos monopolistas na economia e defendia a livre concorrência e o livre comercio entre as nações, um país com perfil mais agrícola se dedicaria a agricultura, enquanto um país com perfil mais industrial, as industrias. Esse comercio seria benéfico a todos, pois cada país faria o que sabia fazer de melhor. A não intervenção Estatal, e a livre concorrência compõe os dois pilares do Liberalismo econômico. 
Despotismo Esclarecido 
 
As ideias iluministas foram utilizadas por alguns monarcas que as utilizavam como estratégias de governo, para assim seu poder, prestigio e fama, modernizar seus países e diminuir as tensões sociais.
Historiadores chamam esse tipo de governo de Despotismo Esclarecido, e seus principais representantes são Frederico II, da Prússia; José II, da Áustria; Catarina II, da Rússia; Marques de Pombal, de Portugal. 
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