4 – Origem da vida e produção de energia

Introdução
Nesta Unidade, você vai estudar processos de adaptação e de sobrevivência dos seres vivos. Verá que, de acordo com a chamada teoria da seleção natural, elaborada pelo pesquisador britânico Charles Darwin, os processos de adaptação podem favorecer a sobrevivência das espécies. Também estudará que, ainda de acordo com essa teoria, o ser humano tem um ancestral comum com os macacos, a partir do qual teriam evoluído. Além disso, vai conhecer alguns critérios para a classificação dos seres vivos.
 
Mecanismos de adaptação e de sobrevivência dos seres vivos
Neste Tema, você estudará mecanismos de alguns seres vivos que lhes permitem adaptar-se a certos ambientes e condições e que podem garantir sua sobrevivência.
 
Mimetismo e camuflagem
As relações ecológicas, ou seja, as interações estabelecidas entre os seres vivos, podem ajudá-los a sobreviver ou, ao contrário, prejudicar sua sobrevivência. Os peixes estão adaptados ao ambiente aquático, enquanto cavalos, formigas e bananeiras, aos ambientes terrestres.
Apenas sobrevivem em determinado ambiente as espécies que apresentam características favoráveis ao seu desenvolvimento nesse ambiente. Aquelas que não possuem tais características não sobrevivem.
Para garantir sua sobrevivência em determinado ambiente, os seres vivos podem apresentar uma série de mecanismos bastante sofisticados, entre eles o mimetismo e a camuflagem.
O mimetismo é uma forma de adaptação dos seres vivos ao meio em que vivem que consiste na capacidade de determinada espécie (planta ou animal, por exemplo) imitar os de outra espécie. Com isso, podem conseguir alguma vantagem para:
  • defender-se – um exemplo é o da cobra-coral-falsa, que mimetiza a cobra-coral para se proteger do ataque de predadores; ou
  • atacar – como fazem algumas aranhas, que mimetizam formigas e conseguem, com isso, se aproximar mais facilmente de suas presas.
Já a camuflagem é a capacidade de um ser vivo se esconder no ambiente, pela cor e/ou pela forma, de modo a não ser facilmente percebido. Assim ele se confunde com a paisagem. Essa capacidade também pode ser útil para o animal atacar suas presas ou fugir de predadores.
Embora esses mecanismos sejam semelhantes, eles apresentam uma diferença fundamental: no mimetismo os animais não se escondem, apenas “se disfarçam” de outro ser vivo; já na camuflagem tanto a presa quanto o predador tentam “desaparecer” na paisagem, misturando-se ao meio no qual estão inseridos. Mimetismo e camuflagem, portanto, são formas de adaptação ao meio que oferecem vantagens na luta pela sobrevivência dos organismos. É importante ter claro que essas não são as únicas formas de garantir a sobrevivência! Nem todos os seres vivos possuem capacidade mimética ou de camuflagem e, mesmo assim, vivem em ambientes onde aparentemente teriam muita dificuldade, pois possuem outras formas adaptativas.
 
A seleção natural
A seleção natural é um processo em que os seres com características favoráveis em determinado ambiente possuem chance maior de sobrevivência do que os seres sem essas características.
Nesse processo, as características herdadas dos pais, favoráveis à sobrevivência em determinado ambiente, vão se tornando mais comuns na população à medida que novos seres nascem. Ao longo das gerações, as características desfavoráveis passam a ser menos comuns, podendo até desaparecer.
Portanto, a seleção natural é um mecanismo que explica a extinção ou a perpetuação de determinada espécie ao longo do tempo, ou mesmo o surgimento de novas espécies a partir de espécies preexistentes.
Essa é a base da teoria desenvolvida pelo naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882) para explicar a evolução e a diversidade da vida na Terra, chamada de teoria da seleção natural.
Em viagem pela América do Sul, quando passou também pelo Brasil, Darwin observou a grande diversidade de animais e plantas.
Percebeu que, embora muito semelhantes, os organismos de uma mesma população apresentam pequenas diferenças entre si.
E mais, que essas características diferenciadas, quando favoráveis, fazem que, em determinada população, os indivíduos que as possuem tenham maior probabilidade de sobreviver naquele ambiente, já que elas lhes garantem maior chance de se alimentar ou mesmo de se proteger dos inimigos, por exemplo. Dessa forma, esses indivíduos terão maior chance de se reproduzir e deixar descendentes que formarão a futura população, na próxima geração.
Assim, a ideia básica da teoria da seleção natural é que as características favoráveis tornam-se mais comuns em sucessivas gerações de uma população, enquanto as desfavoráveis tornam-se menos comuns.
Ou seja, a competição pela sobrevivência e as condições ambientais selecionam as características de determinada espécie que favorecem sua sobrevivência e reprodução. Dessa forma, os organismos que possuem características que possibilitam sua sobrevivência diante das condições impostas pelo ambiente têm maior probabilidade de sobreviver do que aqueles que não as possuem.
É por isso que, por exemplo, cactos e camelos sobrevivem em desertos, enquanto samambaias e sapos, geralmente, não. Ao longo de muitas gerações, foram sendo selecionadas as características que permitiam a essas espécies se desenvolver nesses ambientes. Já as que não eram favoráveis foram deixando de existir, com o passar das diferentes gerações.
Cada ser vivo tem características que garantem sua sobrevivência em determinados ambientes, e não em outros. Essas características são transmitidas hereditariamente, de uma geração para outra. Porém, como se observa, os filhos nunca são idênticos aos pais, como também não são idênticos entre si. Sempre há alguma diferença entre eles, chamada variação. Essas características diferentes podem favorecer ou dificultar a sobrevivência dos indivíduos de uma espécie.
Características favoráveis tendem a se manter nos novos descendentes, ajudando a perpetuar essas características na espécie. Quando são desfavoráveis, a tendência é que elas não se mantenham nas novas gerações.
Um bom exemplo entre os animais é a girafa. Acredita-se que, antigamente, havia girafas de pescoço curto e outras de pescoço comprido. Com a competição pelo alimento, as que possuíam pescoço mais longo levavam vantagem sobre as de pescoço mais curto, pois podiam comer tanto as folhas dos galhos mais baixos das árvores quanto as dos galhos mais altos.
Além disso, as girafas de pescoço curto tinham de disputar alimento com outros animais pequenos e mais ágeis, que também se alimentavam dos galhos mais próximos do solo. O resultado desse processo foi a sobrevivência das girafas de pescoço comprido e a extinção das girafas de pescoço curto.
A extinção dos dinossauros pode ser considerada outro exemplo importante de seleção natural. A teoria mais aceita para sua extinção afirma que, no período em que os dinossauros habitavam a Terra, o clima foi estável durante muito tempo, o que propiciou o crescimento de inúmeros tipos de plantas e grande variedade de animais. Portanto, haveria alimento e espaço abundantes para animais enormes, como os dinossauros.
No entanto, a rápida mudança climática que teria sido gerada pelo impacto de um imenso meteoro com a Terra teria modificado as condições ambientais. Isso teria ocasionado uma pressão seletiva por conta da escassez de alimentos, o que acabaria provocando a extinção dos dinossauros e de muitos outros seres vivos, que não sobreviveram a essas novas condições.
Em compensação, a extinção em massa ocorrida há 60 milhões de anos criou condições favoráveis para a sobrevivência de várias espécies menores e menos abundantes no período dos dinossauros. As mudanças climáticas também favoreceram o surgimento de novas espécies a partir das que já existiam, pois elas se adaptaram melhor aos novos ambientes, ampliando a biodiversidade na Terra.
O processo de seleção natural, então, pode ser resumido assim: todas as espécies apresentam variabilidade, ou seja, os indivíduos que compõem uma espécie não são idênticos. Esses indivíduos se reproduzem, gerando descendentes.
Quando não há espaço e alimento para todos, eles competem por território, por comida e por reprodução, por exemplo. Nessa competição, indivíduos com variações favoráveis têm maior chance de sobreviver e deixar descendentes do que outros organismos.
Como há transmissão de características dos pais para os filhos, os descendentes também tendem a apresentar essas variações positivas.
Desse modo, ao longo de muitas gerações, a atuação da seleção natural sobre as espécies faz que algumas sobrevivam e outras passem por modificações ou mesmo sejam extintas.
A teoria da evolução fundamenta as explicações científicas sobre o surgimento e a diversificação da vida na Terra.
Pela teoria de Darwin, todos os seres vivos derivam de organismos primitivos que sofreram mudanças aleatórias com o passar do tempo e sobreviveram ou foram extintos pelo processo de seleção natural.
As mudanças no ambiente provocam o aparecimento de novas espécies, que, por sua vez, modificam o ambiente, e assim sucessivamente.
 
ORIENTAÇÃO DE ESTUDO
Como já foi desenvolvido no Volume 2, você vai rever a produção de um esquema. Caso você ainda não tenha realizado essa atividade, não se preocupe, será retomado esse procedimento de estudo agora.
Quando você estuda, é necessário ler os textos com atenção. Frequentemente é preciso até mesmo reler o texto mais de uma vez, sempre utilizando alguma forma de registro que ajude a retomar posteriormente aquilo que foi estudado.
Existem muitas maneiras de organizar esses registros, que podem ser feitos por meio de anotações, resumos, listas, fichamentos ou esquemas, também conhecidos como diagramas. Os esquemas ajudam a visualizar mais facilmente as principais informações do texto.
Nos esquemas, costuma-se usar palavras-chave, que expressam o tema central do texto, ou frases curtas.
Para produzir um esquema, é importante selecionar e ordenar as informações mais relevantes do texto. Essas informações, em geral, são ligadas por setas, seguindo a ordem do texto que está sendo esquematizado.
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