6 − A classificação dos seres vivos

Neste terceiro Tema, você estudará como os seres vivos podem ser classificados, com base em suas semelhanças.
  • Você acha que há uma forma de classificar os seres vivos?
  • Se há, quais critérios você acredita que são levados em conta (semelhanças, diferenças, tamanho, cores etc.)?
As primeiras tentativas de classificação dos seres vivos
Em razão da grande variedade de formas de vida na Terra, não é tarefa fácil organizar as informações sobre elas.
O filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) realizou a primeira tentativa de classificação que se conhece. Ele classificou centenas de espécies, dividindo-as em dois grandes grupos: espécies com sangue (animais) e sem sangue (vegetais). Também classificou os animais pelo tipo de reprodução e por terem sangue vermelho ou não.
Sucessor de Aristóteles, o filósofo grego Teofrasto (372-287 a.C.) descreveu todas as plantas conhecidas em seu tempo, utilizando como critérios o tamanho, o uso e a forma de cultivo. Assim, elas foram classificadas em árvores, arbustos, subarbustos e ervas.
Foi o naturalista sueco Carl Linnaeus (1707- -1778) quem desenvolveu, no século XVIII, um sistema de classificação dos seres vivos que, com algumas modificações, é usado até hoje.
Os modernos sistemas de classificação utilizam critérios que agrupam os seres vivos de acordo com seu parentesco biológico. Por exemplo: um cavalo apresenta maior parentesco biológico com uma vaca do que com uma minhoca.
Em seu sistema, Linnaeus dividiu os seres vivos e os seres inanimados em três grandes reinos: animal, vegetal e mineral.
Ele agrupou os seres vivos em categorias ou níveis de classificação. A unidade de classificação era a espécie, definida como um grupo de organismos que se acasalam e produzem descendentes férteis.
Por esse motivo, a classificação de fungos, bactérias e vírus, por exemplo, era difícil de ser realizada por esse sistema proposto por ele. Uma bactéria seria um animal ou um vegetal? E os fungos e vírus?
 
Classificação e evolução
Como viveu em um período anterior a Darwin, Linnaeus não tinha como considerar as relações de parentesco evolutivo entre os seres vivos em sua teoria.
Na verdade, ele acreditava que todas as espécies existentes na Terra haviam sido criadas por Deus e teriam se mantido imutáveis (sem mudanças) desde sua criação.
Esse princípio da imutabilidade das espécies, chamado fixismo, era a ideia dominante (paradigma) entre os naturalistas da época de Linnaeus. E foi assim até a primeira metade do século XX, quando a teoria de Darwin começou a ser reconhecida pela Biologia.
Nesse período, as evidências de formas de vida mais antigas, registradas nos fósseis, e o estudo sobre semelhanças e diferenças entre os embriões nos primeiros estágios de vida passaram a ser também considerados.
É preciso ter em mente que nem tudo são aparências. Do ponto de vista biológico, uma baleia é mais parecida com uma vaca do que com um peixe, pois, embora viva no mar, ela é homeotérmica (possui “sangue quente”), ou seja, a temperatura de seu corpo se mantém, independentemente da temperatura ambiente. Além disso, seu sistema nervoso é mais desenvolvido do que o dos peixes, além de ela ser um mamífero.
Dessa maneira, o sistema proposto por Linnaeus foi sendo alternado à medida que novas espécies eram descobertas e novos conhecimentos científicos sobre a reprodução, a genética e a evolução foram sendo estabelecidos. E assim se chegou aos modelos atuais, que se baseiam nas relações evolutivas entre os diferentes grupos. Essas relações são determinadas por estudos de anatomia, genética, comportamento etc.
De acordo com a classificação hierárquica mais utilizada atualmente:
  • as espécies são agrupadas em gêneros;
  • os gêneros que têm algumas características em comum são reunidos em uma família;
  • as famílias, por sua vez, são agrupadas em uma ordem;
  • as ordens são reunidas em uma classe;
  • as classes de seres vivos formam os filos; e, por fim,
  • os filos são agrupados em um dos cinco grandes reinos: Monera, Protista, Fungi, Plantae e Animalia – conteúdo que você estudará na próxima Unidade.
 
PENSE SOBRE
Muitos seres unicelulares, como as bactérias e as amebas, podem causar estragos consideráveis em outros seres, bem maiores e pluricelulares. Como é possível um ser tão pequeno atacar outros tão maiores e conseguir vencê-los?
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