9 – Plantas e animais: O reino Plantae

Introdução
Nesta Unidade, você vai estudar os reinos Plantae e Animalia. Você vai ver como as plantas se diferenciam e aprender como classificá-las em grupos. Verá, também, quais são as características comuns entre plantas e animais e no que eles diferem. Por fim, estudará como os animais são classificados e conhecerá alguns grupos de animais.
 
O reino Plantae
Neste primeiro Tema, você vai conhecer o reino Plantae, aprendendo como as espécies de plantas podem ser classificadas e quais são as características de cada grupo.
As plantas Na Terra, existem diversos tipos de seres vivos. A grande variedade de organismos é agrupada de acordo com as características que eles têm em comum. Entre esses seres vivos, estão microrganismos, animais e plantas.
Para que um organismo seja classificado como uma planta, são necessárias algumas características, tais como:
  • a capacidade de realizar a fotossíntese; e
  • a existência de parede celular com celulose em suas células.
Por meio da fotossíntese, a energia luminosa do Sol é transformada em energia química. Essa energia fica guardada ou armazenada nas ligações químicas entre os elementos que constituem as substâncias orgânicas que formam a planta. Por possuírem essas características, as plantas são seres autótrofos (produzem os próprios nutrientes), pluricelulares (compostos por muitas células) e formados por células eucarióticas (células que têm núcleo).
Provavelmente, as plantas surgiram de um grupo ancestral de algas verdes, pois plantas e algas verdes possuem características semelhantes, como a parede celular constituída de celulose e a presença de um tipo específico de clorofila nos cloroplastos.
Fósseis e outros registros sugerem que a passagem das plantas do ambiente aquático para o terrestre ocorreu há aproximadamente 430 milhões de anos.
De acordo com a teoria da evolução, no começo da história das plantas na Terra existiam vegetais diferentes dos que são conhecidos hoje, pois possuíam apenas alguns centímetros de altura e pequeno comprimento. Se todos os organismos têm um ancestral aquático comum, é razoável pensar que o mesmo ocorreu com as plantas: a princípio, cresceram em locais úmidos e com sombra para, depois, se espalharem por locais quentes e secos.
Atualmente, as plantas são divididas em dois grandes grupos:
  • plantas atraqueófitas (ou avasculares), que não têm sistema vascular para distribuição de nutrientes;
  • plantas traqueófitas (ou vasculares), que têm sistema de distribuição interna de seiva (o alimento das plantas) formado por vasos que se espalham por toda a planta, como se fossem a tubulação de água de uma casa.
 
Briófitas
As briófitas são plantas de pequeno porte (a maioria delas não ultrapassa 5 centímetros de altura) que vivem em ambientes úmidos e sombreados, pois desidratam (perdem água) muito facilmente. As briófitas prendem-se ao solo por estruturas denominadas rizoides, mas qualquer parte dessas plantas é capaz de realizar a absorção e a distribuição de nutrientes, que é feita de célula para célula. Todavia, nesse processo, o transporte de água e nutrientes é muito lento. Os principais representantes do grupo das briófitas são os musgos.
 
Uso das briófitas pelo ser humano
As briófitas, assim como os fungos, são bastante sensíveis a ambientes poluídos e não se desenvolvem nesses locais. Por isso, são boas indicadoras de poluição, preservação ou agressão ao meio ambiente. Elas também podem ser utilizadas no combate às bactérias, no controle da erosão do solo e com fins ornamentais.
Com o passar do tempo, ocorreu uma adaptação extremamente importante das plantas a ambientes terrestres, o que permitiu um aumento significativo no tamanho de algumas espécies. A evolução foi marcada pelo aparecimento de um sistema vascular muito eficiente, que se comporta tal qual a tubulação hidráulica de uma casa, transportando com rapidez água e nutrientes de uma região para outra.
Foi possível, portanto, que os vasos desse sistema vascular conduzissem a seiva através da planta. A seiva é um fluido viscoso (espesso) que distribui os nutrientes pelas células da planta, como se fosse o sangue dos animais.
 
Pteridófitas
As pteridófitas, como as samambaias, foram as primeiras plantas a apresentar um sistema de vasos condutores de nutrientes, com raiz, caule e folha verdadeiros.
Por isso, seu tamanho pode variar bastante, desde bem pequenas (como a aquática salvínia, com 2,5 centímetros) até espécies grandes, como as arborescentes (a samambaiaçu, por exemplo, com mais de 5 metros).
Assim como as briófitas, as pteridófitas não produzem flores, frutos ou sementes. Elas se reproduzem por meio de pequenas unidades chamadas esporos. Por isso, dependem da água e do vento para se multiplicar.
A maioria das pteridófitas é terrestre e, como as briófitas, vive preferencialmente em locais úmidos e com sombra.
 No Brasil, a maior diversidade de pteridófitas é encontrada na Mata Atlântica, que concentra mais de 800 espécies. Isso se deve ao fato de parte dessa região apresentar a combinação ideal de clima tropical úmido, montanhas e ecossistemas florestais, favorecendo o desenvolvimento desse tipo de planta. Os exemplos mais conhecidos de pteridófitas no Brasil são samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas.
Em tempos remotos (300 milhões de anos atrás), as pteridófitas dominavam grandes áreas do planeta, com espécies que chegavam a mais de 30 metros de altura. Esses vegetais fossilizados formaram parte da hulha, ou carvão mineral (carvão em pedra), utilizada atualmente como combustível
 
Uso das pteridófitas pelo ser humano
Atualmente, as samambaias são utilizadas como plantas ornamentais. Suas raízes podem ser emaranhadas e usadas como meio nutritivo e suporte para o cultivo de orquídeas.
Os troncos da samambaiaçu eram utilizados para fazer vasos, mas a prática da poda predatória quase provocou a extinção dessa espécie e, atualmente, essa atividade é proibida no Brasil.
Algumas pteridófitas são empregadas como vermífugos (substâncias que ajudam a eliminar os vermes do sistema digestório) por comunidades indígenas e quilombolas. Também são usadas na culinária desses povos e entre os povos do Oriente, embora existam pesquisas que correlacionam o consumo dessas plantas com a incidência de câncer intestinal.
 
Gimnospermas
Com o passar do tempo e a sucessão de gerações, surgiu um novo tipo de planta. Além dos vasos que conduzem a seiva, que as pteridófitas já possuíam, as gimnospermas apresentam uma variação muito importante em relação às anteriores: as sementes.
As gimnospermas foram os primeiros vegetais a produzir sementes, característica que ajudou as plantas a conquistar de maneira definitiva o ambiente terrestre. A semente fornece água ao embrião, protegendo-o da desidratação, e nutrientes para seu desenvolvimento, o que possibilita sua sobrevivência mesmo em condições ambientais desfavoráveis.
Essas plantas são exclusivamente terrestres e apresentam tamanhos variados. São exemplos de gimnospermas: pinheiros, sequoias (que chegam a ter 120 metros de altura e 15 metros de diâmetro) e araucárias. Elas vivem, em geral, em ambientes frios ou temperados, sendo abundantes no hemisfério Norte e não muito comuns em países de clima predominantemente tropical, como o Brasil. Entretanto, a araucária, ou pinheiro-do-paraná, é nativa do País e compõe um ecossistema característico do Sul brasileiro: a Mata de Araucárias.
Essa mata, que existia desde o Paraná até o Rio Grande do Sul, está atualmente muito reduzida, por causa da exploração da madeira do pinheiro-do-paraná. A manutenção dessa mata, no entanto, é fundamental para a proteção das bacias hidrográficas da região.
 
ORIENTAÇÃO DE ESTUDO
Sempre que se realiza uma leitura, há algum objetivo, não é mesmo? Por exemplo, para lembrar, seguir instruções, se divertir, se emocionar ou, neste caso, estudar.
Quando se organiza um resumo, é importante ter claro os objetivos da leitura que será feita. Você pode se perguntar: Estou em busca de quais informações?
  • O que diferencia as gimnospermas das pteridófitas e briófitas.
  • Qual é a função das sementes.
  • Como é chamado o processo de dispersão do grão.
  • Exemplos de gimnospermas.
  • Regiões onde as gimnospermas são abundantes no Brasil.
Lembre-se de grifar apenas o essencial e de preferência ideias completas. Evite grifar parágrafos inteiros, pois, se o texto estiver todo destacado, o grifo perde a sua função, que é resumir o assunto.
Depois de localizar e grifar essas informações no texto, organize um pequeno resumo com elas. Escreva com suas palavras, mas sempre cuidando para que o texto fique com sentido e clareza. Bom trabalho!
 
Uso das gimnospermas pelo ser humano
As gimnospermas são muito utilizadas na extração de madeira, que alimenta a indústria de papéis e a de móveis. Delas também são extraídas gomas e outras resinas para a produção de solventes, perfumes, tintas e vernizes, além de fornecerem matéria- -prima para a fabricação de resinas empregadas como substâncias antissépticas. Elas podem ser usadas ainda como plantas ornamentais.
A araucária produz também os pinhões, comida típica das festas juninas, que são usados na produção de outros alimentos. Além disso, boa parte da fauna local se alimenta do pinhão.
 
Angiospermas
As angiospermas se espalharam pelo ambiente terrestre graças a dois fatores evolutivos que as diferenciaram das gimnospermas: o desenvolvimento de uma proteção às sementes, chamado fruto, e de um órgão reprodutor, denominado flor.
A maioria das plantas conhecidas são angiospermas, constituindo o grupo mais representativo de seres vivos em número de espécies – superado apenas pelos insetos. Existem entre 250 mil e 400 mil espécies de angiospermas, com enorme diversidade de formas, que vão desde pequenas plantas, com 1 milímetro de comprimento, até eucaliptos, com mais de 100 metros. Elas são facilmente reconhecíveis pela produção de flores e frutos. São abundantes na Terra e ocupam os mais diversos ambientes. Sendo assim, têm grande importância na produção de matéria orgânica em todo o planeta.
As angiospermas são os vegetais mais complexos, pois possuem raiz, caule, folha, flor, fruto e semente. As cores, o perfume e a produção do néctar, substância nutritiva presente nas flores, atraem insetos, aves e morcegos para as estruturas onde a planta produz o pólen. Esses animais contribuem para a polinização, ao levar o pólen de uma planta à outra, favorecendo a fecundação, que produzirá sementes. Ao envolverem as sementes, os frutos protegem e servem de alimento para essas estruturas, permitindo que sobrevivam por mais tempo e possibilitando que a dispersão delas aconteça de modo mais eficiente. Tais características colaboraram para que esse grupo vegetal se tornasse o mais representativo entre as plantas, pelo menos em variedade.
 
Uso das angiospermas pelo ser humano
As angiospermas são as principais produtoras dos ecossistemas terrestres, servindo para a alimentação de animais e seres humanos, aplicações industriais (móveis, tecidos etc.), ornamentação (flores em geral) e fabricação de produtos farmacêuticos e cosméticos (remédios, perfumes etc.).
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