11. Alterações climáticas e desenvolvimento​​

Sociedade e mudanças no clima
 
Entender o funcionamento atmosférico, sempre foi de extrema necessidade humana, entender as chuvas, temperaturas, direção dos ventos, tipos de clima e a ocorrência de eventos extremos, são necessários desde a produção agrícola, até a proteção e ocupação humana em determinadas área. Mas as atividades humanas causaram e ainda causam interferências nas características comuns da atmosfera, fazendo-se necessário cada vez mais estudos e programas de combate a poluição e interferência no solo, rios, lagos e oceanos.
 
Variabilidade Climática
 
Sendo entendida como oscilações naturais do clima, que ocorre no tempo e espaço, em diferentes escalas,  a variabilidade climática tem se tornado objeto de estudo importante na comprovação dos impactos humanos no clima. Podemos, assim caracterizar a variabilidade climática, por meio da elevação ou diminuição dos valores médios, em uma série de medições meteorológicas durante um determinado período de tempo, podendo ocorrer as chamadas anomalias climáticas, eventos considerados fora do normal, em determinadas épocas ou regiões.
 
Mudanças Climáticas
 
Pode ser entendido como tendência de alteração global ou regional das características climáticas ao longo tempo, podemos ser atribuídas a fatores naturais como também a atividade humana. Sendo dividida em três grupos:
Terrestres: causadas por gases de efeito estufa de ação natural ou antropogênicas, como a emissão de gás carbônico e metano.
Astronômicas: radiação que o nosso planeta recebe sofre interferência devido à inclinação do eixo da Terra.
Extraterrestre: geralmente ligadas a eventos relacionados a variabilidade solar.
 
Os alarmistas, pessoas que defendem que as mudanças climáticas são preocupantes, objetos da ação humana, e portanto catastróficas, buscam convencer governos e população a mudar seus hábitos para evitar, ou diminuir os efeitos negativos  eminentes, em um futuro próximo,  como  derretimento das calotas polares,  aumento do nível do oceano, mudança no regime de chuva, causando estiagens prolongadas, e enchente catastróficas.
Já os céticos, acreditam que o aquecimento do planeta é um processo natural, e portanto passageiro,  baseiam-se em pesquisas, como as do período de glaciação, ocorrido há milhões de anos.
 
 Eventos extremos
 
Compreendem fenômenos climáticos comuns, e acabam exacerbados devido a eventuais mudanças climáticas.  Podemos destacar:
 
Ondas de calor: período prolongado de calor extremo (Acima da Média), que acabam por provocar problemas de saúde, incêndios Florestais,  além de problemas na produção agrícola.
Frio extremo: período prolongado em temperaturas abaixo da Média, causado pelo avanço de massas de ar polar  que tem a sua circulação alterada, chegando lugares com mais intensidade. Podem ocorrer por ações antrópicas ou naturais
Chuvas Extremas: precipitação acima da Média causando enchentes chuvas torrenciais e prejuízos urbanos e agrícolas,  pode ocorrer morte ou perdas econômicas.
Secas prolongadas: período de estiagem acima do esperado, provocando queda da umidade do ar,  problemas na produção agrícola, seca em rios, problemas respiratórios, além de dificultar a dispersão de poluentes em cidades de grande porte.
 
 
A BIODIVERSIDADE EM RISCO
1. O Brasil destaca-se como a nação com maior biodiversidade do mundo
2. O Brasil é fundamental para os setores econômicos que dependem da biotecnologia. - Mesmo com a importância ambiental e econômica da biodiversidade, o Brasil planeja muito mal o uso e a ocupação de seu espaço geográfico.
 
A DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS SERES VIVOS
1. População: Grupo de indivíduos da mesma espécie (micro-organismos, plantas ou animais)
Comunidade: Várias populações interdependentes que ocupam um determinado espaço.
2. Ecossistema: Também chamado de biocenose, o conjunto de características físicas, químicas e biológicas que influenciam a existência de uma espécie animal ou vegetal.
3. Bioma: É um grande ecossistema em uma área com adaptação em um clima predominante.

FATORES QUE EXPLICAM A DISTRIBUIÇÃO DOS SERES VIVOS
1. Clima
Devido a importância da temperatura na distribuição dos seres vivos, os cientistas já estão muito preocupados com o impacto do aquecimento global, acredita-se que muitas espécies podem estar condenados à extinção caso a temperatura aumente em algumas regiões.
O aumento da temperatura provocaria dificuldades de adaptação para algumas espécies.
A umidade e as chuvas também constituem um fator decisivo na distribuição dos seres vivos. Os vegetais podem ser classificados conforme suas adaptações à umidade.
A luminosidade é um fator relevante também, os seres autótrofos necessitam dele para sintetizar seu próprio alimento, na fotossíntese.
2. Relevo e solo
Solo: Sua fertilidade natural, composição química, espessura e presença de micro-organismos interferem na distribuição geográfica dos seres vivos. O clima interfere na fertilidade do solo.
Relevo: suas formas interferem na variação da temperatura, grau de luminosidade, índices pluviométricos e profundidade do solo.
 
AS BARREIRAS GEOGRÁFICAS E A ESPECIAÇÃO
As barreiras geográficas são importantes para compreendermos a especiação (surgimento de novas espécies).
- Vicarância: Um tipo de especiação onde duas espécies ficam separadas e isoladas, não podendo haver troca de material genético. Com o tempo, com a seleção natural em um novo ambiente, cada grupo passa a formar populações com características diferentes, pois evoluíram separadas.
- Dispersão: Uma espécie pode dispersar-se em outras áreas, transpondo barreiras geográficas. Com o tempo, surgirão novas espécies que serão adaptadas às condições das ilhas e com características diferentes em relação a seus ancestrais.

OS BIOMAS DO MUNDO
1. Florestas equatoriais e tropicais úmidas
A luz do sol e a umidade são abundantes. Nestas regiões, os solos são ricos em matéria orgânica decomposta dos horizontes superficiais, porém são muito pobres em nutrientes minerais devido à excessiva lixiviação decorrente das chuvas.
As florestas equatoriais e tropicais apresentam a maior biodiversidade do planeta.
2. Savanas
Há a prevalência de gramíneas (capim, grama), ervas e arbustos, com algumas árvores dispersas, espaçadas uma das outras. São ambientes associados ao clima tropical. O relevo é marcado por baixos planaltos e depressões recobertos. Geralmente, os solos são pobres em nutrientes minerais.
As savanas do continente africano são caracterizadas por animais de grande porte, como elefantes, rinocerontes, girafas, etc. Destacam-se também os grandes felinos, como os leões e os guepardos.
As savanas também podem ser encontradas na Austrália, na Índia, no Brasil, Colômbia e Venezuela. O principal fator de degradação das savanas é o avanço da pecuária e da agricultura.
3. Vegetação mediterrânea
A vegetação mediterrânea é caracterizada pelas plantas esclerófilas. Estas são plantas que apresentam folhas de consistência dura, tem folhas pequenas, grossas e recobertas com certa, cuja finalidade é reduzir a transpiração e economizar água durante o período seco. Algumas plantas também apresentam raízes profundas com o objetivo de alcançar o lençol freático subterrâneo. Desse modo, as plantas são bem adaptadas às condições do clima mediterrâneo, marcado pelo verão quente e bastante seco e pelo inverno com maior pluviosidade.
Os ecossistemas mediterrâneos foram severamente devastados ou muito alterados devido à ocupação agropecuária e urbana. Uma característica marcante da ocupação agrícola de todas as zonas mediterrâneas é o cultivo da uva com produção de vinho. O turismo também exerce grande pressão sobre os ambientes mediterrâneos.
4. Vegetação xerófila das regiões áridas e semiáridas
Nas regiões áridas e semiáridas, as plantas são xerófilas (exemplo: cacto). Assim são adaptadas a pouca disponibilidade de água e a solos pouco desenvolvidos, ergs (desertos de areia formados por dunas) e rochas expostas. A fauna é caracterizada pela presença marcante de insetos e répteis, como os lagartos e as serpentes. A biodiversidade é menor do que nas regiões úmidas.
Como exemplo, temos o deserto do Saara, na qual têm clima árido. Neste deserto, destaca-se os oásis, áreas onde aflora a água subterrânea e a vegetação torna-se mais exuberante com a presença de palmeiras e cicadáceas.
Na periferia dos desertos, vigora o clima semiárido, onde a umidade e a pluviosidade é um pouco maior do que nas regiões áridas.
As regiões áridas e semiáridas apresentam baixa densidade demográfica. O desmatamento e o uso incorreto do solo para a agricultura de subsistência e pecuária nômade está provocando a expansão de alguns desertos, ou seja, o processo de desertificação. A pecuária provoca graves impactos como a compactação do solo. O pisoteio do gado causa sulcos erosivos.
5. Pradarias/campos/estepes
São regiões submetidas ao clima temperado continental, com estação seca mais prolongada e relevo plano. Há o predomínio de gramíneas e ervas, arbustos pontuais, e raramente, árvores.
A fauna é caracterizada por animais pastadores e roedores. Os solos das pradarias estão entre os mais férteis do mundo. Desse modo, a ocupação humana foi expressiva e o desenvolvimento da agropecuária arrasou a maior parte dos ecossistemas.
6. Florestas temperadas e subtropicais
A Floresta Temperada Decídua ocorre em regiões com clima temperado oceânico (quatro estações bem definidas), ela perde a folhagem no outono e inverno. A perda das folhas é uma forma de economizar água durante o inverno muito rigoroso. Predominam solos com razoável fertilidade. A biodiversidade é média, com a presença de angiospermas.
A maior parte das florestas temperadas e subtropicais do planeta foram devastadas, pois são áreas com grande concentração populacional e intensa ocupação urbano-industrial e agropecuária.
7. Taiga/florestas de coníferas
Regiões com clima temperado continental com temperaturas muito baixas no inverno e grande amplitude térmica anual. A taiga tem diversos tipos de relevo, desde cadeias montanhosas, até planícies. O solo é o podzol, com coloração cinza, ácido e pobre em nutrientes.
São regiões com baixa densidade populacional e as atividades principais são a exploração de madeira para produção de celulose e papel, além da extração mineral.
8. Tundra
Regiões com clima subpolar e temperaturas muito baixas, a região da Tundra é integrado por musgos e liquens. A vegetação desenvolve-se mais durante o verão. O solo é permafrost, pouco desenvolvido e congelado durante o outono e o inverno.
As regiões subpolares apresentam baixa densidade demográfica, mas nelas aumenta a exploração mineral e de recursos energéticos, como petróleo e gás natural, atividades que colocam em risco o ecossistema da região.
9. Antártida e Ártico
No Ártico e na Antártida vigora o clima polar, caracterizado pelas mais baixas temperaturas do planeta, portanto, a biodiversidade terrestre é muita baixa. A fauna é representada pelos ursos-polares (Ártico) e os pinguins (Antártida), mamíferos marinhos, peixes e crustáceos.
A maior parte do ano, fica recoberta por geleiras que podem atingir grande espessura sobre a área continental. Nas duas regiões, parte da superfície do oceano congela, levando à formação da banquisa, camada de gelo com pequena espessura sobre o mar.
É cada vez maior o interesse geopolítico pelo Ártico devido às suas riquezas minerais e à possibilidade de desaparecimento quase total da banquisa durante o verão, em decorrência do aquecimento global.
A Antártida é totalmente despovoado, é rica em recursos minerais e energéticos. O aquecimento global vem provocando um acelerado crescimento da população animal da região, principalmente no ambiente marinho.
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