1. Geopolítica e relações internacionais

O termo Geopolítica surgiu na obra do cientista político Rudolf Kjellén, no início do século XX. Ele se baseou no livro “Politische Geographie“ (Geografia Política) do alemão Friedrich Ratzel.
Foi principalmente durante a ascensão do fascismo europeu (sim, o nazismo), que as questões territoriais ganharam uma nova abordagem para os Estados.
É claro que antes disso os países já entendiam seus territórios como sua fonte básica de recursos, mas, com o nazismo, este entendimento atingiu um novo patamar. Não se tratava apenas de organizar recursos internos e conquistar terras estrangeiras. 
É importante destacar que nazismo cunhou a expressão “espaço vital” para se referir a territórios não pertencentes a Alemanha, mas, que seriam fundamentais para o seu desenvolvimento. Correspondia, praticamente, a todo o leste europeu, incluindo Polônia, Ucrânia e outros países que deveriam ser conquistados ou cooptados, conforme as circunstâncias.
Foi justamente este movimento do pensamento político e econômico nazista que deu  origem  ao que chamamos geopolítica.
Nesta altura, você que é apaixonado por filmes de guerra e espionagem já deve estar esfregando as mãos, mas, tenha calma.
A geopolítica mundial evoluiu para incluir as dinâmicas populacionais e econômicas dentro deste jogo de poder, no tabuleiro político internacional.
Digamos que existe uma arena internacional que inclui a Organização das Nações Unidas (ONU) e que também é o palco principal das relações de poder entre as nações.
No interior deste cenário global, existem muitas subdivisões regionais, com conflitos e tensões de naturezas diversas.
O melhor exemplo atual é a guerra na Síria, que envolve várias potências militares, trata de diversas questões econômicas e sociais e ainda afeta o mundo de formas variadas. Tudo isso, sem deixar de ter um foco, um centro geograficamente localizado, o Oriente Médio.
Quais são os outros temas relacionados a esta guerra? Dentre eles, temos:
  • Imigração e refugiados de guerra;
  • Herança política da Guerra Fria;
  • Disputa pelo controle das reservas de petróleo e gás natural;
  • Disputa pela influência política na região;
  • Conflitos entre muçulmanos, judeus e cristãos.
Todos estes assuntos compõe um cenário complexo, em que cada um deles tem um impacto diferente no desenvolvimento do conflito. Por isso, a geopolítica procura estabelecer todas estas conexões para entender o jogo em termos abrangentes.
Estado, nação, território e país
TERRITÓRIO
Podemos compreender esse termo como sendo o espaço geográfico apropriado e delimitado por relações de soberania e poder. Em alguns casos, o território possui fronteiras fixas e muito bem delimitadas (a exemplo do território brasileiro); em outros, seus limites não são muito claros (como o território delimitado por algum grupo terrorista ou por um consórcio de grandes empresas).
PAÍS
É um conceito genérico referente a tudo o que se encontra no território dominado por um Estado e apresenta características físicas, naturais, econômicas, sociais, culturais e outras.
NAÇÃO
Nação significa uma união entre um mesmo povo com um sentimento de pertencimento e de união entre si, compartilhando, muitas vezes, um conjunto mais ou menos definido de culturas, práticas sociais, idiomas, entre outros.
ESTADO
O Estado é, portanto, um conjunto de instituições públicas que administra um território, procurando atender os anseios e interesses de sua população. Dentre essas instituições, podemos citar as escolas, os hospitais públicos, os departamentos de política, o governo e muitas outras.
ONU e Conselho de Segurança
A Organização das Nações Unidas está entre as principais organizações internacionais da atualidade, exercendo uma grande influência em conflitos e relações bilaterais no âmbito geopolítico internacional de todo o planeta. Na esfera do comando de sua organização existem duas instâncias principais, a Assembleia-Geral, composta por todos os países e, acima dela, o Conselho de Segurança (CS).
O Conselho de Segurança da ONU é considerado um dos centros da geopolítica mundial atual, pois congrega em torno de si uma série de decisões que exercem impactos nas mais diferentes questões da atualidade. Oficialmente, essa é a instância que atua em questões referentes à segurança internacional, composta por um total de 15 países-membros.
Dos 15 membros do CS, apenas cinco deles são permanentes, enquanto os demais são modificados a cada dois anos. Esses cinco países, além de terem um assento fixo, também possuem outra vantagem sobre os demais: o direito ao veto, ou seja, o poder de reprovar qualquer decisão mesmo que ela tenha sido aprovada pelos demais.
Os cinco países permanentes do Conselho de Segurança da ONU são: Estados Unidos, Rússia (herdeira da cadeira anteriormente pertencente à URSS), França, Reino Unido e China. Note que, com exceção do último país citado, todos os membros estiveram na base aliada principal que venceu a Segunda Guerra Mundial, evento histórico que precedeu a criação da própria ONU.
Portanto, a composição do CS obedece justamente às configurações internacionais de disputa pelo poder. Todavia, muitos países reclamam que esse panorama encontra-se defasado e deveria ser revisto, de forma a incluí-los na lista de membros permanentes. Entre os postulantes, encontram-se o Japão, a Alemanha, a Índia e até o Brasil, que realizou diversas ações justamente para ganhar uma maior influência na ONU, incluindo a missão de paz no Haiti, iniciada em 2006.
O Conselho de Segurança, além do mais, é o único espaço decisório da ONU, ou seja, ao passo que as demais instâncias passam apenas por deliberações gerais e recomendações, o CS atua em decisões soberanas e específicas, sobretudo em questões referentes à segurança e à iminência de conflitos internacionais. Essa configuração vem dando margem a muitas críticas à organização, pois contraria, segundo algumas visões, o princípio da democracia e da igualdade entre os povos. 
F.M.I.
O F.M.I. (Fundo Monetário Internacional) é um organismo com sede na cidade norte-americana de Washington; criado em 1945, seu objetivo é estabelecer a cooperação econômica em escala global. Sua atuação visa garantir estabilidade financeira, favorecer as relações comerciais internacionais, implantar medidas para geração de emprego e desenvolvimento sustentável e buscar formas de reduzir a pobreza.
Cada país possui uma cota de participação no fundo, estabelecida preliminarmente, o destaque é para os países desenvolvidos, que são os maiores cotistas; por essa razão, são eles que gerenciam o organismo.
Os empréstimos do F.M.I. são concedidos aos países com problemas financeiros, para isso é preciso cumprir as metas estipuladas pelo organismo, nelas estão previstas a implantação, por parte do devedor, de: ajuste orçamentário, cortes nos gastos públicos, monitoramento da taxa cambial, barrar o consumo excessivo com a diminuição salarial, dentre outros.
Quando o F.M.I. é acionado por um país em crise, agentes são enviados para analisar a situação financeira do mesmo e, a partir daí, direcionar as medidas que poderão contribuir para a resolução dos problemas. O principal objetivo desses agentes é evitar que tais problemas se alastrem e tomem proporções maiores, que possam repercutir internacionalmente na economia.

Banco Mundial
O Banco Mundial (World Bank) ou BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento) é uma agência das Nações Unidas criada em 1° de julho de 1944, a sede está localizada na capital dos Estados Unidos, Washington. Originalmente, foi criado com a finalidade de ajudar os países que foram destruídos na Segunda Guerra Mundial.
Hoje, aproximadamente 150 países membros participam na composição do capital do banco. O valor de cota e o direito de voto são determinados a partir do nível de participação no mercado mundial. O principal acionista é os Estados Unidos, fato que lhe concede o poder de veto em todas as decisões. 
O Banco Mundial fornece financiamentos para governos, que devem ser destinados, essencialmente, para infraestrutura de transporte, geração de energia, saneamento, além de contribuir em medidas de desenvolvimento econômico e social. 
Além de governos, empresas de grande porte podem adquirir empréstimos, porém, é necessário apresentar a viabilidade da implantação de projetos, além disso, o país de origem da empresa deve garantir o pagamento dos recursos.
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