7 - América Latina: Aspectos físicos, econômicos e populacionais

Aspectos Gerais
Segundo maior em extensão: 42189120km², possuindo 35 países, com grande diversidade cultural e natural. É banhado a leste pelo Oceano Atlântico, e a oeste pelo Oceano Pacífico. Se estende de Norte a Sul, no hemisfério ocidental e é conhecido como “Novo Mundo”, devido à chegada dos europeus no século XV, tendo seu nome sido uma homenagem ao navegador Américo Vespúcio. Possui uma população de pouco mais de 1 bilhão, distribuída de forma desigual, sendo o terceiro continente mais populoso. Os países mais populosos são os Estados Unidos, Brasil, México, Colômbia e Argentina. Sua população é formada por mestiços, Imigrantes europeus, asiáticos, afro descentes e indígenas. Possui grande amplitude referente ao desenvolvimento econômico, com países ricos e desenvolvidos, e países com graves problemas sócio econômicos.
 
Aspectos regionais
Possui duas principais divisões, a Geográfica (América do Norte, América Central e América do Sul) e a Socioeconômico e cultural (América anglo-saxônica e América Latina).
Na América anglo-saxônica (Estados Unidos e Canadá) colonizado por ingleses e franceses, se apresentam melhores indicadores socioeconômicos, e maior PIB. Já na América Latina, colonizado por Portugueses e Espanhóis, encontra-se países com grande desenvolvimento econômico, mas com graves indicadores sociais, caso do Brasil e México. Esta região também sofre a herança de diversas ditaduras militares, de grande repressão política, risco de prisões arbitrárias, tortura e desaparecimento de presos políticos.
A partir de 1980, há uma lenta transição para governos Democráticos, porém apresentando até hoje, pouca estabilidade. Está “relativa” estabilidade econômica apresentada, não esconde o fato de que muitos países latinos, ainda dependem das exportações de produtos primários com pouco valor agregado, importando produtos industrializados. No caso do Brasil, México e Argentina, a industrialização ocorre com capital estrangeiro, sobretudo no início do séc. XX. São comuns problemas como como corrupção e perseguição política nos países da região, demonstrando a instabilidade política, e a imaturidade democrática.
 
América do Sul
Conta com uma área de aproximadamente 18 milhões de km², limitando-se a Leste e ao sul com oceano Atlântico, a oeste com o Oceano Pacífico, e ao norte com Mar das Antilhas, se encontra totalmente a oeste do meridiano de Greenwich, sendo cortada os dois importantes paralelos, linha do Equador ao norte, e trópico de Capricórnio. Relevo apresentando poucos acidentes geográficos, entre eles: Estreito de Magalhães; Ilhas Malvinas ou Falklands
Em relação à ocupação, a Cordilheira dos Andes foi palco de duas das mais importantes civilizações do continente, Quíchua e Aimará (Incas), não sendo reinos nem nações, constroem um império que atinge cerca de 3 mil Km² de extensão. Neste modelo de civilização, havia total conhecimento do local por parte da sociedade, com trabalho bem distribuído e técnicas de produção adaptadas ao relevo montanhoso. Grandes cidades e edificações, algumas delas difícil acesso, foram construídas, além de um sistema eficiente de estradas, frequentemente cavadas em montanhas, que ligaram as cidades do Império. Alguns historiadores afirmam a existência de um sistema primitivo de “Seguridade Social”, já que não faltava alimentos para os habitantes nos momentos de seca ou baixa produtividade. Em 1532, Francisco Pizarro González, e um pequeno grupo de soldados espanhóis, invadiram e dominaram o império, levados por inúmeras histórias referentes há grandes reservas de ouro. A rápida dominação se dá ao fato de inúmeras guerras civis dentro do Império Inca, que buscavam a substituição o Imperador Atahualpa, morto por Francisco Pizarro. A ocupação espanhola, somado ao fato das inúmeras culturas presentes, acaba por gerar grande diversidade cultural, mas resulta também, no genocídio de diversos povos nativos.
Referente ao aspecto econômico, diversos países Sul América compartilham do mesmo processo histórico, e mantém a dependência de Capital estrangeiro, além de apresentar em grandes diferenças em relação ao desenvolvimento socioeconômico. Países como o Brasil, Argentina e Chile destacam-se com uma economia industrializada e diversificada, com produção Internacional, superando em alguns aspectos países economicamente desenvolvidos, porém existem países com uma fraca industrialização, Agro dependentes, que mantém relações de dependência com países desenvolvido. Caso do Paraguai, Bolívia, e as guianas.
Quanto aos aspectos físicos, apresenta grande diversidade, destacando a Cordilheira dos Andes com aproximadamente 8 mil km distensão, intensa atividade sísmica e vulcânica, paralelamente ao Oceano Pacífico. Destacam-se também os maciços antigos junto à costa do Atlântico e planalto aplainados pela erosão na porção central que sofreram erosão ao longo do tempo, e por estarem localizadas no meio da placa sul-americana apresentam relativa estabilidade geológica, como o planalto das guianas, o grande Planalto brasileiro, e o planalto da Patagônia. A hidrografia Sul Americana está entre as maiores do mundo tanto em volume de água, fato esse que se explica pelo predomínio de climas quentes e úmidos grande parte do território, destacando-se as bacias do Amazonas, a platina e a do Rio Orinoco.
A bacia amazônica é a maior do planeta, tem como rio principal do Amazonas que percorre cerca de 7 mil km, e deságua no Oceano Atlântico sendo ele o maior rio do mundo em volume de água e extensão. em grande parte apresenta trechos navegáveis e alto potencial hidrelétrico.
A bacia Platina é formada por três principais rios, o Paraná, Paraguai e o Uruguai, os três em grande parte navegáveis e com alto potencial hidrelétrico. Os três rios são responsáveis pela integração os chamados países platinos (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina), e se torna o principal canal exportador desta região.
O rio Orinoco é a terceira maior bacia hidrográfica da América do Sul, sua extensão atravessa dois países, Colômbia e Venezuela até desaguar no Oceano Atlântico na costa venezuelana.
com relação ao clima e vegetação o predomínio de climas quentes e úmidos propicia o surgimento de variadas formações vegetais, caracterizados em sua maioria pela densidade e heterogeneidade e sua composição vegetal. Latitude e altitude, além das correntes marítimas são fatores predominantes para a diversidade climática da região, na porção central do continente, afastada da Cordilheira dos Andes predomina o clima quente e úmido. Na porção mais ao sul predomina clima temperado e subtropical. Há também a existência de climas desérticos com o Deserto do Atacama no Chile, e áreas com vegetação e clima equatorial, tendo como exemplo a Amazônia, de clima quente e úmido e uma vegetação densa e de grande porte.
América do Sul pode ser subdividida em quatro sub regiões a partir de aspectos físicos, naturais humanos históricos, são eles:
Os países andinos: grupo de seis países (Venezuela, Colômbia, Bolívia, Equador, Peru e Chile) que são atravessados pela Cordilheira dos Andes, e possuem uma economia dependente do setor primário (agricultura e mineração), possuem em geral uma população mestiça, baixos indicadores sociais, e má distribuição de renda,  com exceção do Chile.
Países platinos: grupo formado de três países (Argentina, Uruguai e Paraguai) atravessadas pela Bacia do Prata, e durante a colonização formaram o vice-reino do Rio da Prata. Possuem diferenças socioeconômicas, sendo Argentina e Uruguai mais desenvolvidos economicamente, apesar de ser encontrado nos três países problemas de ordem socioeconômica.
Guianas: grupo composto por dois países e um território (Guiana, Suriname e Guiana Francesa), localizado ao norte da América do Sul, não sofrem colonização espanhola ou portuguesa. População pouco numerosa e tendo o setor primário maior destaque econômico.
Brasil: maior país da América do Sul, caracterizado como o mais populoso, único de colonização Portuguesa e mais desenvolvido economicamente.
 
América Central
Esta região pode ser dividida em duas porções: a Continental, faixa de terra que liga América do Sul ao México, e a insular, compreende o conjunto de ilhas dispostas em forma de arco o chamado mar do Caribe.  América Central insular possui uma área de aproximadamente 550 mil km², sendo banhado a oeste pelo Oceano Pacífico e a leste pelo Oceano Atlântico. Apresenta sete países:  Panamá, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Guatemala e Belize. A América Central insular é formada por um conjunto de arquipélagos situados no mar do Caribe ou das Antilhas, ocupando uma área aproximada 225 mil km², sendo dividida em três principais áreas: 
grandes Antilhas: formada por quatro países em um território (Cuba, Jamaica, Haiti, República Dominicana e Porto Rico).
Antilhas: Ilhas menores constituídas por oito unidades administrativas (Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Nevis, Dominica, Santa Lúcia, São Vicente e granadinas, Granada, Barbados e Trinidad e Tobago)
Bahamas: arquipélago formado de aproximadamente 700 ilhas situadas entre Cuba e estados Unidos.
A ocupação da região se dá principalmente pelos espanhóis colonizadores, com exceção de Belize que será colônia britânica até 1981. A população absoluta da região é de aproximadamente 40000000 de habitantes, sendo bem diversificada, possuindo grande crescimento vegetativo e altas taxas de natalidade. O desinteresse por parte dos colonizadores uma sobrevivência de grande parte das populações indígenas pelo menos até o século XIX, explicando assim a predominância de indígenas e mestiços na composição étnica local sendo as sessões a Costa Rica de maioria branca e Belize de maioria Negra. Já a parte insular dominada por muito tempo sendo alvo de disputa entre Ingleses franceses e holandeses há uma grande influência espanhola na grande maioria dos países, sua economia baseada na exploração, ainda hoje demonstra dependência para com os países desenvolvidos.
Antilhas ou insulares, os países dessa região possuem uma economia basicamente agrária com maior participação no setor primário, receitas geradas pela exportação de produtos agrícolas, indicando o atraso econômico na região. Atividade industrial pouco desenvolvida restringindo-se a produtos o consumo como têxteis e alimentos. Guatemala e Nicarágua, possui seus polos industriais, assim como o Panamá, possui grandes empresas petrolíferas em função de isenções fiscais. Aliás, o Panamá se destaca possuir o canal, construído com dinheiro americano ligando o Oceano Atlântico ao Pacífico, encurtando distâncias sobretudo para os barcos americanos. Após anos sob controle americano em 1999, o Panamá recupera autonomia sobre a região e o controle sobre o canal. Tanto na parte Insular Continental facilmente encontrado e sociais relativos à desigualdade social e ao baixo padrão de vida.
A América Latina é uma porção do continente americano localizada entre o Rio Grande (fronteira entre os Estados Unidos e o México) e a Terra do Fogo (conjunto de ilhas situado no extremo sul da América do Sul). Nessa porção do continente americano, vivem cerca de 586 milhões de pessoas*. A área total é de 21.060.501 km2, o que resulta em uma densidade demográfica de 27,8 habitantes por km2 .
Essa regionalização leva em conta a história e as características culturais. O continente americano fica então dividido em América Anglo-saxônica (Estados Unidos e Canadá) e América Latina, que recebe esse nome porque é composta por países que têm como língua oficial idiomas que derivam do latim, como português, espanhol e francês. Por essa razão, o México também está incluído nessa divisão.
Os países da América Latina possuem um passado colonial em comum. A colonização de exploração foi a marca do passado desses países. A maioria dessas atuais nações serviu às suas metrópoles e teve suas economias voltadas à exportação, o que impediu a constituição de um mercado interno consolidado e causou prejuízos que permanecem até os dias atuais. Essa característica também diferencia expressivamente a América Latina da América Anglo-saxônica.
Outra característica histórica que é comum aos países da América Latina é a concentração de terras nas mãos da elite, mesmo após a descolonização. Esse fator é um dos responsáveis pelas marcantes desigualdades sociais e econômicas presentes nesses países. Todavia, apesar de muitas semelhanças, esse conjunto de países possui diferenças que nos permitem agrupá-los em grandes conjuntos regionais:
 
México, América Central e Guianas
  • A América Central é a região formada por dois conjuntos de países: a porção ístmica (ligada ao continente) e a porção insular (composta por ilhas).
  • Suriname e Guiana – Países independentes – e Guiana Francesa (departamento ultramarino francês), embora estejam na América do Sul, possuem características socioeconômicas mais parecidas com as dos países caribenhos (América Central).
América do Sul
  • América Andina: É marcada pela presença da Cordilheira dos Andes. São chamados andinos os países que compõem essa sub-região latino-americana: Venezuela, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia e Chile.
  • América Platina: Os países platinos são aqueles banhados pela Bacia do Prata (Plata, em espanhol), que é formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai. Os países que constituem essa sub-região são: Argentina, Paraguai e Uruguai.
  • Brasil: É o país mais extenso da América Latina e com maior população. O Brasil é o único país que tem a língua portuguesa como idioma oficial. Faz fronteira com quase todos os países da América do Sul, com exceção do Chile e do Equador.
Aspectos físicos da América Latina
A América Latina tem a mesma ordem de formas de relevo, no sentido norte-sul, em todas as latitudes. Dessa forma, há cinco unidades geomorfológicas mais importantes:
  • Baixadas litorâneas banhadas pelo oceano Pacífico, as quais aparecem muito curtas.
  • Elevadas cordilheiras constituídas no período terciário, em que aconteceu grande tectonismo, depois que as camadas rochosas dobraram posteriormente, o que fez aparecer as cordilheiras. As elevadas cordilheiras latino-americanas apresentam altitudes acima de 5 mil metros e picos revestidos por neve e derivam ainda de demais surgimentos de tectonismo, como terremotos, da atividade de uma grande variedade de vulcões, certos dos quais prontificados para que entrem em ação. No México, a cordilheira é denominada de Sierra e constitui ambas as cristas horizontais (linhas no relevo pelas quais são reunidos os pontos de maior altitude), que recebem o nome de Sierra Madre Ocidental e Sierra Madre Oriental. Na América Central, essa cordilheira é formada por serras, como as de Isabela e Tatamanca. Na América do Sul, aparecem os Andes, cujo ponto culminante é o pico Aconcágua, com 6 959 metros, na Argentina. Assim como na Sierra Madre, os Andes possuem cristas, dentre as quais estão localizados planaltos de soerguimento, chamados na região de altiplanos, com altitudes acima a 3 mil metros.
  • Grandes planícies banhadas por rios, na América do Sul (Amazônica, do Orinoco, do Magdalena, Platina, do Pantanal ou Chaco, entre outros), que situam-se dentre as cordilheiras ocidentais e os planaltos orientais.
  • Planaltos de desgaste na porção oriental da América do Sul, cujas altitudes são menores, que pouquíssimas vezes ultrapassam 2 mil metros, devido à formação do relevo regional por pedras de grande antiguidade, de grande desgaste pela erosão e não possuem surgimentos de tectonismo. Pertencem a este relevo os planaltos das Guianas e Brasileiro, tendo como pontos culminantes os picos da Neblina (3 014 metros), 31 de Março, da Bandeira, das Agulhas Negras, etc.
  • Baixadas litorâneas banhadas pelo oceano Atlântico, as quais são estreitas e somem, possibilitando o aparecimento de falésias ou litorais elevados, quer aparecem muito longas, originando grandes balneários naturais
 
Clima
Todos os climas regionais são dependentes de uma grande quantidade de fatores: latitude, altitude e relevo disposto, massas de ar, continentalidade, maritimidade, correntes marítimas, entre outros. Uma pequena ou grande latitude determina caso uma região esteja mais perto ou mais longe do Equador e, assim sendo, caso faça maior ou menor calor. Além disso, por causa do relevo, esta região, possivelmente, tem faixas térmicas diferenciadas, de acordo com a altitude.
Com embasamento nisto, é simples o entendimento de que em quase a América Latina inteira são predominantes temperaturas elevadas e quais essas se reduzem quando se dirigem ao polo Sul. Por esse motivo, a porção sul da América Latina, denominada de Cone Sul, é uma área de verões brandos e invernos gelados.
Por ser longamente disposto no sentido norte-sul, fazendo com que o território da América esteja situado em latitudes diferenciadas, ele é climaticamente muito diversificado.
Na América Latina, merecem destaque os climas tropicais, úmidos ou secos, surgindo, em certos pontos, o tropical de altitude. Cercado por essa ampla extensão tropical, há um pedaço de clima equatorial, também enormemente grande, caracterizado por pequena amplitude térmica, temperaturas altas e chuvas permanentes.
Desde o Trópico de Capricórnio, na América do Sul, os climas predominantes são modificados aos poucos depois que a latitude aumenta, começando a predominar os tipos climáticos temperados e frios. A temperatura influi mais em cima do relevo na porção ocidental, em que as cordilheiras possuem faixas de terras quentes, amenas e geladas. Estas faixas desaparecem à proporção em que reduz o distanciamento relacionado ao polo sul, em que mesmo ao nível do mar já localizam-se regiões continuamente frias.
Na América Latina, os ventos colaboram para que seja alterado o regime chuvoso e as próprias temperaturas. Em certos países sul-americanos, especialmente nos dos centro-sul, a diminuição térmica nublada tem muita nitidez durante a chegada da frente fria.
As altas temperaturas da região equatorial trazem, no inverno, as massas de ar frio, as quais, em geral, causam chuvas e posterior diminuição da temperatura quando ela passa. No verão, no hemisfério sul, as temperaturas de maior elevação acontecem no centro da América do Sul, o que atrai ventos do oceano Atlântico.
Como qualquer região em que predomina o clima tropical, a América Latina contém vastos contrastes: certas áreas de grande umidade e demais de desertos ou semidesertos. As primeiras são frequentes na porção equatorial da América do Sul ou em regiões de litoral. Já as regiões de deserto aparecem principalmente no momento em que os ventos de umidade são impedidos de passar para o sertão pelo relevo. Há certos desertos (quantidade menor de 250 mm chuvas ao ano) na América Latina: Mexicano; de Atacama, do Chile ao Peru; e da Patagônia, no sul da Argentina. Essa porção das Américas tem regiões de semideserto nos planaltos mexicanos e no polígono das secas, na Nordeste do Brasil.
Uma quantidade chuvosa muito pequena é recebida por estas regiões de estiagem devido ao seu isolamento litorâneo pelo relevo disposto, dificultando que contatem com os ventos de umidade. O deserto de Atacama constituiu-se porque a corrente marítima de Humboldt influencia, e isso, quando esfria as águas do Pacífico, causa a condensação de nuvens cheias de vapor de água em cima do nível do oceano, fazendo elas chegarem secadas no continente.
 
Hidrografia
Como seu relevo é disposto, a maior parte dos rios americanos, e especialmente latino-americanos, drenam no sentido oeste-leste, porque o paredão da cordilheira dos Andes faz eles se dirigirem ao Atlântico.
Sendo, geralmente, uma região de grande umidade, a América Latina tem, na maioria de sua extensão, uma grande rede hidrográfica. Sobressaem: na América do Norte, o rio Grande, na fronteira Estados Unidos-México; na América Central, em Honduras, rio Patuca; na América do Sul, em sua parte norte, destacam-se os rios Madalena, na Colômbia, e Orenoco, na Venezuela, que desembocam no mar das Antilhas e pelos quais é banhada uma importante região agropecuária da fachada norte do continente, bem como demais rios principais os quais são projetados em suas porções central e sul, como o grande Amazonas e os rios Paraná, Paraguai e Uruguai, os quais compõem a bacia Platina, desembocando totalmente no oceano Atlântico.
Ao contrário da América do Norte, a América Latina não possui imensos lagos, no entanto, essa região tem numerosas lagoas em seu litoral, especialmente na vertente do Atlântico, como a lagoa dos Patos, no Brasil, lagoas de inundação nas planícies Amazônica e do Orenoco; e lagos de altitude, como o Titicaca, do Peru até a Bolívia.
 
Vegetação
A maioria da vegetação a qual cobria a América Latina até o século XVI desapareceu. Porém os países mais antigos desmatavam áreas consideradas "mato" na Idade Média para ocupar e ampliar as áreas férteis e já desmatavam as terras desocupadas desde tempos antigos, já que a maioria do território brasileiro ainda é coberto por matas nativas e a grande parte do território dos Estados Unidos é coberto por florestas nativas e o percentual é o mesmo desde o século XIX, o desmatamento trouxe mais áreas agrícolas, mas não trouxe enriquecimento econômico, que só aconteceu após a Revolução Industrial, porém desde 1970, muito tempo após a industrialização do continente europeu, passaram a recuperar as florestas desmatadas na época anterior as Primeira e Segunda Guerras Mundiais, porém a exceção ao desmatamento do território no Velho Mundo e na Ásia é o Japão, onde 68% da vegetação ainda está preservada e possui uma densidade populacional maior que da América Latina. Só se preservou a cobertura vegetal nos lugares de pouco interesse econômico ou em regiões de relevo íngreme, no entanto, de qualquer forma, é de grande facilidade a reconstituição da vegetação original, porque ela resultou do clima e do tipo de solo em que foi desenvolvida. Dessa forma, podem ser identificadas na região:
  • Vegetação de clima equatorial: florestas da Amazônia e de parte da América Central. São florestas entrelaçadas, constituídas por árvores de vários comprimentos, de folhas longas, revestidas e rodeadas por muitas trepadeiras e vegetações diversificadas, de tal modo espessas que até mesmo a luz solar não consegue passar por elas.
  • Vegetação de clima tropical: Florestas ou savanas, na maioria da América Central e nas porções norte e central da América do Sul. Espessas e entrelaçadas florestas recobrem as regiões de maior umidade; nas áreas de menor umidade, destaca-se a savana, formada por árvores de pouco comprimento e arbustos ligados a uma formação vegetal rasteira, como o cerrado no Brasil, os lhanos na Venezuela e o chaco na Argentina e no Paraguai. Nas regiões tropicais semiáridas surge uma formação vegetal ainda mais pouco densa, por exemplo, a caatinga brasileira.
  • Vegetação de clima temperado: Florestas temperadas ou subtropicais e pampas na Argentina, no Uruguai, Chile e região Sul do Brasil. As primeiras são florestas de araucárias que, em geral, estão ligados a demais espécies; os pampas formam uma região de formação vegetal rasteira, boa pastagem orgânica.
  • Vegetação de clima frio: Coníferas no sul da Argentina e do Chile. É uma floresta arbórea, com plantas as quais têm folhas mais endurecidas e pontudas (aciculifoliadas).
  • Vegetação de altas montanhas: Nos Andes, a formação vegetal varia por causa das altas montanhas, as quais causam temperaturas menores e pouquíssimas chuvas.
  • Vegetação de clima desértico: Formada especialmente por arbustos e xerófitas, é caracterizada por ser uma vegetação bem espalhada. As punas do deserto de Atacama, no Chile e no Peru, destacam-se entre os outros desertos da América Latina, porque a altitude do relevo faz com que sua área de ocorrência seja um deserto gelado.
 
Economia
O nome América Latina é derivado das línguas faladas em diversas partes do continente americano. Na América do Norte, somente o México está inserido nesse contexto, além de toda a América Central e do Sul. Isso significa que são países de língua latina, como o português, o francês e o espanhol. Os países que integram a América Latina possuem semelhanças quanto à condição de subdesenvolvimento, tais como economia fragilizada e atrasada, problemas sociais e políticos.
Na América Latina era desenvolvida a agricultura de subsistência, incluindo ainda caça, pesca e coleta. Com a chegada dos colonizadores europeus, grande parte dos países latinos passaram a cultivar produtos destinados à exportação, com o objetivo de obter lucro.
São identificadas duas formas de produção, uma destinada ao mercado externo (monocultura) e outra direcionada ao abastecimento interno (policultura).
Os países latinos são grandes exportadores de produtos primários. Além disso, tiveram uma industrialização tardia em relação às nações desenvolvidas, motivo que fez com que a América Latina se tornasse dependente.

Economia atual
Recentemente foram realizadas mudanças significativas na agricultura latina que promoveram alterações profundas no espaço e na economia. As mudanças ocorreram em decorrência da inserção de máquinas, tecnologias, implementos, insumos agrícolas (herbicidas, fertilizantes, inseticidas entre outros) e técnicas de manejo, que resultou no aumento da produtividade e, consequentemente, dos lucros.
A pecuária ocupa hoje um lugar de destaque, atividade praticada de forma semi-intensiva, são criadas raças bovinas europeias em regiões de clima frio e a raça zebu em áreas de clima tropical.
Outra atividade econômica bastante difundida em praticamente todos os países da América Latina é o extrativismo e a mineração. Existe um grande fluxo comercial desenvolvido internamente entre os componentes latinos, uma vez que há uma dependência em relação a alguns minérios, além da sua exportação para diversos lugares do mundo.
O setor industrial é dividido em indústrias tradicionais e de beneficiamento. Atuam na produção de matéria-prima a partir do beneficiamento de minérios ou produtos agropecuários, incluindo aquelas que produzem bens de consumo, como as tradicionais indústrias alimentícias e têxteis, apesar de alguns países possuírem um setor industrial mais diversificado, que varia desde a indústria de base até a tecnologia de ponta, com essas características temos o Brasil, a Argentina e o México.
 
População
A América do Sul possui uma extensão aproximada de 17,8 milhões de km² e cerca de 6% de toda a população mundial vive nesse território, que somava mais de 418 milhões de habitantes no ano de 2015 – atingindo uma densidade populacional de 23,5hab./km². Sua população encontra-se espalhada pelos diferentes territórios que compõem o subcontinente, destacando-se: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa (pertencente à França), Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.
A principal característica da população sul-americana é o grande desequilíbrio na distribuição geográfica. Enquanto a ampla maioria se concentra nas áreas litorâneas, regiões enormes no seu interior permanecem praticamente desabitadas. Quase metade da população da América do Sul vive no Brasil (209 milhões de habitantes), mas devido à sua grande extensão territorial e as vastas áreas pouco habitadas, o país apresenta uma densidade demográfica bem menor do que em muitos outros, atingindo 25hab./km². Em termos de população, o Brasil é seguido por Colômbia (48 milhões) e Argentina (43 milhões). Os dois países possuem densidades populacionais bem distintas: 16hab./km² na Argentina e 44hab./km² na Colômbia.
A colonização europeia – protagonizada, sobretudo, por Portugal e Espanha – ocorrida nos países sul-americanos caracterizou-se pela intensa exploração das colônias, extraindo grande parte das riquezas e utilizando o território para produções em larga escala, baseadas na monocultura e trabalho escravo. Isso tudo impactou definitivamente a formação socio espacial desses países e influenciou seu subdesenvolvimento. Esse cenário também ocasionou o extermínio de populações indígenas, principalmente em conflitos por território. Atualmente, as comunidades ameríndias fazem parte das camadas mais pobres da população e têm grandes dificuldades de desenvolver sua cultura.
Os grandes fluxos migratórios ocorridos em direção ao subcontinente, intensificados nos períodos das grandes guerras, possibilitaram uma grande miscigenação entre povos originários e povos provenientes de diversas partes do mundo. Ameríndios, mestiços, europeus, africanos e asiáticos (entre outros) compõem a grande diversidade étnica e cultural da população sul-americana.
Os idiomas mais falados na América do Sul são o espanhol (44,6%) e o português (40,8%). Em terceiro e quarto lugares vêm o Quichua (1,6%) e o Guarani (1,3%). Mas há centenas de outros idiomas que, somados, representam 11,7%, destacando-se as diversas línguas indígenas. Em termos de religião, a grande maioria da população se considera cristã, e a religião católica é a que possui mais adeptos. Nos últimos anos, porém, houve um aumento de protestantes, além das pessoas sem religião ou que preferem não opinar. Há também um grande número de pessoas adeptas de outras religiões, como as de matriz africana, judaísmo, hinduísmo, islamismo, budismo, entre outras.
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