8. Brasil: Potência Sul americana

Brasil: Comércio Exterior, Sistema Financeiro e Turismo
  • Brasil como tradicional exportador (Colônia)
  • Grande exportador de commodities (Produto Padronizado, de valor variável, negociado em bolsa)
  • Últimas décadas de industrialização permitiu também exportar produtos industrializados
  • País ainda depende de produtos de alta tecnologia vindos de fora
  • Balança comercial: Valor Exportado menos valor importado (superávit ou Déficit)
  • Superávit na década de 1980, graças a políticas protecionistas
  • Déficit na década de 1990, abertura do país para as importações.
  • Brasil participa pouco do comércio exterior (1,3%), apesar de ser um global Trader
  • País voltou a ter superávit na década de 2000.
  • Exportações diversificadas: desde produtos industriais de alta tecnologia, até produtos agrícolas.
  • Os principais corredores de exportação do Brasil, são aqueles que levam aos portos de Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Santos (SP), Tubarão (ES) e Itaqui (MA).
  • Os portos brasileiros sofrem com o atraso tecnológico, entre as soluções está a privatização.
  • Privatização ajudaria a resolver o problema tecnológico, mas desagrada sindicatos temerosos das demissões em massa.
  • Governo Federal e alguns estaduais tem investido em modernização de portos, além da criação de portos secos (resolvem problemas como armazenagem e burocracia)
 
Sistema Financeiro
  • Sistema sofisticado formado por bancos Estatais e privados nacionais e internacionais.
  • Aquisições e fusões apresenta fortalecimento do setor, ao passo que também propicia excessiva concentração de poderio financeiro por parte de alguns bancos, prejudicando consumidores.
  • Juros do cheque especial brasileiro são os mais altos cobrados do mundo.
  • Bancos brasileiros se modernizaram a partir da década de 1980, reduzindo número de trabalhadores, porem com lucros altíssimos.
  • Controle da inflação na década de 1990 trouxe prejuízos para muitos bancos, levando alguns a falência.
  • Governo Brasileiro intervém criando o Proer (Plano de reestruturação) para alguns bancos não quebrarem, medida semelhante a tomada em 2008 pelos EUA e Europa.
 
Política Econômica Brasileira
  • Na década de 1990 se esgota a política de substituição de importação, e se dá início a política Neoliberal,  com redução do papel do Estado na economia.
  • Privatizações, Reformas no sistema financeiro, Implantação do Plano Real.
  • Baixo crescimento econômico, desnacionalização de empresas e desemprego elevado.
  • 1998 – Crise financeira – para atrair investidores, governo elevou taxa de juros e recorreu ao FMI que levou a corte de investimentos, desemprego e aumento da dívida interna.
  • 2003 – Governo Lula – Keynesianismo, houve melhora na situação econômica, puxada principalmente pela elevação dos preços das commodities.
  • 2010-2015 – Crise financeira internacional afeta o Brasil, desvalorização das commodities e do petróleo. Brasil entra em recessão, que se agrava com a crise política (lava jato e impeachment).
  • Causas da crise são externas (desvalorização das commodities) e internas (erros na política econômica e atuação do empresariado brasileiro).
  • Medidas para incentivar o consumo não surtiram efeito.
  • Elevada inflação, alta no desemprego, déficit público e elevação da divida interna.
  • Governo Temer adota o ajuste fiscal, com a reforma trabalhista e previdenciária.
 
Bolsas de Valores
  • Sistema financeiro mundial funciona de forma integrada.
  • Movimentação financeira se da em grande parte pelas bolsas de valores.
  • BM&F BOVESPA apresentou grande crescimento nos anos 2000, assim como outras bolsas de países emergentes.
 
Turismo
  • Globalização transforma o turismo em uma importante atividade econômica.
  • Apesar de um grande potencial, Brasil não ocupa uma posição confortável entre os destinos turísticos (29º)
  • Brasil necessita investir em divulgação externa de itens culturais, festividades, patrimônio histórico e arquitetônico, além de suas belezas naturais, para atrais turistas estrangeiros, além de incentivar o turismo interno.
  • Amazônia e Pantanal podem se tornar importantes destinos do Ecoturismo, mas com planejamento adequado, visando a preservação do meio ambiente.
 
Industrialização no Brasil
 
1º período (1500-1822)
Pacto colonial impede o desenvolvimento industrial
Colônia produz matéria-prima, em quanto a Metrópole vende produtos acabados
 
2º período (1822-1930)
Poucas Indústrias
País essencialmente  agro-exportador
Café lucrativo impede o investimento na indústria
Fim da escravidão libera o capital para ser aplicado em outras áreas
Queda no preço do café ( a partir de 1860) começa a despertar interesse em outros investimentos
Fatos que encaminham para uma industrialização Futura:
Lucros obtidos com café
Entrada de imigrantes que serviram como mão de obra
Formação de um mercado consumidor
Indústria se restringe ao mercado interno com produção de bebidas tecidos utensílios e ferramentas.
1º Guerra Mundial (1914-1918) traz a necessidade de produzir internamente
 
3º período (1930-1956)
Getúlio Vargas dá um grande passo para a industrialização nacional
Crise de 1929 e Revolução de 1930  o país a uma política modernizadora
Crise quebra os cafeicultores que transferem seus capitais para indústria
Começa a concentração industrial no sudeste, especialmente em São Paulo
Grande mercado consumidor e excesso de mão de obra
Industrialização baseada na substituição de importações
Superávit permite investimentos em áreas de energia e transporte
Estado passa a intervir, criando indústrias de base como
CSN - Companhia Siderúrgica Nacional
CVRD - Companhia Vale do Rio Doce
Petrobras
Getúlio adota o modelo keynesiano:  Estado interventor Fomentando surgimento de outras Indústrias
 
4º período (1956-1990)
Momento de maior crescimento industrial, com diversificação da produção, aliança entre capital estatal e estrangeiro. Juscelino, com o slogan 50 anos em 5 e o Plano de metas, prevê Internacionalizar a economia, Incentivando a entrada de empresas transnacionais, por exemplo de Automóveis e eletrodomésticos.
Durante a ditadura  modelo é continuado, no período de 1968 a 1973, ocorre o “Milagre Brasileiro”, com maciços investimentos no setor de Transportes e energia, proporcionando grande crescimento econômico, com o custo do aumento da desigualdade social, e endividamento externo. Em 1980, a estagnação da economia faz o país perder a capacidade de Investimentos.
 
5º período (1990 a atualidade)
Inicia com governo Collor com a abertura  da economia e para entrada de capital externo, diminuição da atuação do Estado na economia, com a privatização de empresas estatais
Pontos positivos:
Aumento de Tecnologia
Disponibilidade de produtos
Pontos negativos:
Falência de empresas nacionais
Desemprego elevado.
 
Estrutura Industrial brasileira
Até segunda guerra produtora de itens não duráveis. Com os investimento do governo Getúlio Vargas indústrias de base e escultura, como energia e Transportes. Política desenvolvimentista Juscelino, de bens duráveis, com a associação do Capital nacional e estrangeiro  dá origem há um parque industrial diversificado. Porem, volume de produção de bens de capital, é insuficiente para atender ao consumo interno, tendo o Brasil, importar máquinas e equipamentos que não produzidos aqui.
Principais indústrias baseadas em bens não duráveis como alimento, vestuário e calçados, concentrando a maior parte da população empregada na indústria. O maior valor de receita,  entretanto,  está nas indústrias químicas, petroquímicas e farmacêuticas, que conseguem agregar maior valor ao produto acabado.
 
Distribuição espacial da Indústria
No século XX, 3/4 da Indústria estavam concentradas na região sudeste. No início do século XX tínhamos 3200 empresas no país,  80% delas nesta região. Atualmente,  são 185 mil Indústrias, 49% delas região sudeste, que mesmo com a descentralização, ainda detém a maior parte das Indústrias de maior valor agregado.
Novas tecnologias permitem o gerenciamento na produção fora dos grandes centros industriais, As indústrias buscas o interior para instalar suas fábricas graças ao baixo custo da mão de obra, baixo valor dos terrenos e incentivos fiscais, mantendo sua sede nos centros industriais. A região sul e centro-oeste foram regiões beneficiadas com Mercosul, que facilitou a circulação de mercadorias,
 
Guerra fiscal
Fato dificulta a descentralização das indústrias do país, já que regalias fornecidos por alguns Estados,  como a isenção de impostos, construção de infraestrutura e a facilidade na aquisição de terrenos, acabam por  prejudicar outros estados, já que atrai para si Indústrias o maior volume que buscam sair dos grandes, a procura de maior flexibilização da produção,  e menor interferência externa, como a dos sindicatos. Na guerra fiscal, a competição não fica a cargo das Indústrias, mas sim dos Estados, que competem de forma desigual pela maior concentração industrial.  Essa disputa,  prejudica as pequenas Indústrias que deixam de ser alvo de incentivos públicos, agora focados nas grandes indústrias.
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