4. Globalização: problemas ambientais

Em várias partes do mundo, os ecossistemas estão sendo afetados muito rapidamente, atingindo todo tipo de vegetação. Nos países desenvolvidos, a maior parte dos economistas naturais foi diminuído a pequenos pedaços em meio a um mosaico de agropecuária, silvicultura e áreas urbano-industriais.
A maior parte das florestas temperadas caducifólias estão sumindo na Europa Ocidental, Estados Unidos e China, esses foram as que mais desmataram. As florestas de coníferas (Taiga) estão com sua proteção cada vez menos em nações como a Rússia e o Canadá.
Nos EUA, a mais importante economia do mundo, o consumo excessivo dos recursos naturais, devastou a maior parte dos ecossistemas originais, e em outros países emergentes a devastação aumentou.
 
Biodiversidade, economia e geopolítica
No último século, o aumento populacional de pessoas foi extremamente expressivo, gerando no que chamamos de nova cadeia alimentar, causada pela produção em massa de alimentos para a população. O que significa o desenvolvimento da indústria agropecuária, o aumento desenfreado da população de galinhas, vacas, bois e porcos, criados para serem abatidos, mortos, e vendidos para alimentar a população, e os imensos espaços para plantações. Como é difícil suprir 7,5 bilhões de pessoas, foram criadas plantas transgênicas, que apresentam genes de outras espécies, sendo assim mais produtivas e resistentes. Além dos animais que passaram a ter seus aspectos genéticos alterados por hormônios e excesso dela ração, para crescerem mais rapidamente. E a produção de carnes industrializadas, feitas dos restos que não podem ser vendidos inteiros dos corpos dos animais de abate.
No Brasil, um dos um dos exemplos mais significativos é o da soja, que antigamente só podia ser cultivado em climas temperados, e então foram criadas variedades resistentes q climas tropicais e equatoriais.
Então foi feita uma nova biogeografia, associada ao ritmo da produção em massa, o lucro é o objetivo mesmo que cause intensa degradação do meio ambiente.
O Brasil é visto como território de proporções continentais e com muita área cultivável, porém necessita realizar um zoneamento econômico e ecológico que tenha como objetivo melhorar as terras usada para agricultura que já possuímos e foram desmatadas no passado.
Sendo assim se faz preciso inibir o avanço agropecuário sobre os biomassa remanescente que guardam um patrimônio biológico incalculável, também é necessário incentivar as atividades agrícolas sustentáveis, a exemplo da agricultura orgânica e sistemas agroflorestais.
 
Os Campeões de Biodiversidade
A maioria dos países com grande biodiversidade localiza-se na zona intertropical países e ilhas com grande biodiversidade possui alto grau de endemismo que significa que existem espécies que só ocorrem lá
Cerca de 16 países do mundo concentram 50% das espécies do mundo eles são chamados de megadiversos e são eles:
América: Brasil, México, Venezuela Peru, Equador e Estados Unidos
Ásia: Indonésia, Indonésia, China, Malásia e Filipinas
África: República Democrática do Congo, África do Sul e Madagascar
Oceania: Austrália
O Brasil e o campeão mundial de biodiversidade possuindo o maior número de espécies vegetais e animais 20% de todos os organismos do mundo estão no Brasil tendo 517 espécies de anfíbios, 1677 de aves e 525 de mamíferos o Brasil possui 30% das florestas quentes e úmidas do mundo
 
Impactos dos desmatamentos e queimadas
As florestas são fundamentais para o equilíbrio ecológico, regularidade das chuvas, ciclo hidrológico e consomem dióxido de carbono (ameniza o aquecimento global).
Com a retirada da vegetação, afetaria: a cadeia alimentar, clima, solo, hidrografia e a distribuição dos animais.
- Porque as florestas não são o pulmão do mundo?
Por mais que elas produzem uma grande quantidade de oxigênio durante o dia, é gastado durante a noite através da respiração. Maior parte do oxigênio obtido hoje em dia é pelas algas.
 
Consequências da queimada e desmatamento
⦁    Poluição do ar (através das queimadas) - causa aquecimento global;
⦁    Extinção de espécies
⦁    Secas prolongadas
⦁    Erosão e empobrecimento do solo – lixiviação (solo lavado pela agua, retirada de nutrientes), laterização (endurecimento do solo por causa do ferro e o alumínio);
⦁    Assoreamento (materiais acumulados no fundo do rio);
A classificação da vegetação alterada
⦁    Virgem: não sofreu nenhuma alteração
⦁    Primaria: não apresenta nenhuma modificação
⦁    Secundaria: sofreu alteração
⦁    Vegetação ruderal: terrenos baldios (nas áreas urbanizadas)
⦁    Vegetação artificial: plantada pelo homem
 
A biopirataria
Um tipo de crime que vem crescendo muito no Brasil, o que é: O contrabando ilegal de espécies, normalmente dos países com grande biodiversidade para os desenvolvidos. Os casos mais comuns são disfarçados de religiosos que se infiltram na Amazônia afim de prospectar informações dos povos indígenas sobre plantas com propriedades curativas, as vezes são feitos até por ONGs. O objetivo desse contrabando é acelerar a identificação de substâncias que possam ser pesquisadas para a elaboração de novos medicamentos.
O cálculo é que sejam capturados de uma forma ilícita mais de 30 milhões de animais dos biomas brasileiros a cada ano com receita estimada em 1 bilhão de dólares. Geralmente, os interessados são zoológicos, colecionadores particulares e laboratórios que produzem produtos farmacêuticos e cosméticos. A solução possível seria aperfeiçoar a legislação de combate à biopirataria.
No Congresso Nacional, existe um projeto da senadora Marina Silva que impediria que recursos biológicos brasileiros fossem patenteados comercialmente em outros países.
 
Sociedade e mudanças no clima
Entender o funcionamento atmosférico, sempre foi de extrema necessidade humana, entender as chuvas, temperaturas, direção dos ventos, tipos de clima e a ocorrência de eventos extremos, são necessários desde a produção agrícola, até a proteção e ocupação humana em determinadas área. Mas as atividades humanas causaram e ainda causam interferências nas características comuns da atmosfera, fazendo-se necessário cada vez mais estudos e programas de combate a poluição e interferência no solo, rios, lagos e oceanos.
 
Variabilidade Climática
Sendo entendida como oscilações naturais do clima, que ocorre no tempo e espaço, em diferentes escalas,  a variabilidade climática tem se tornado objeto de estudo importante na comprovação dos impactos humanos no clima. Podemos, assim caracterizar a variabilidade climática, por meio da elevação ou diminuição dos valores médios, em uma série de medições meteorológicas durante um determinado período de tempo, podendo ocorrer as chamadas anomalias climáticas, eventos considerados fora do normal, em determinadas épocas ou regiões.
 
Mudanças Climáticas
Pode ser entendido como tendência de alteração global ou regional das características climáticas ao longo tempo, podemos ser atribuídas a fatores naturais como também a atividade humana. Sendo dividida em três grupos:
Terrestres: causadas por gases de efeito estufa de ação natural ou antropogênicas, como a emissão de gás carbônico e metano.
Astronômicas: radiação que o nosso planeta recebe sofre interferência devido à inclinação do eixo da Terra.
Extraterrestre: geralmente ligadas a eventos relacionados a variabilidade solar.
Os alarmistas, pessoas que defendem que as mudanças climáticas são preocupantes, objetos da ação humana, e portanto catastróficas, buscam convencer governos e população a mudar seus hábitos para evitar, ou diminuir os efeitos negativos  eminentes, em um futuro próximo,  como  derretimento das calotas polares,  aumento do nível do oceano, mudança no regime de chuva, causando estiagens prolongadas, e enchente catastróficas.
Já os céticos, acreditam que o aquecimento do planeta é um processo natural, e portanto passageiro,  baseiam-se em pesquisas, como as do período de glaciação, ocorrido há milhões de anos.
 
Eventos extremos
Compreendem fenômenos climáticos comuns, e acabam exacerbados devido a eventuais mudanças climáticas.  Podemos destacar:
Ondas de calor: período prolongado de calor extremo (Acima da Média), que acabam por provocar problemas de saúde, incêndios Florestais,  além de problemas na produção agrícola.
Frio extremo: período prolongado em temperaturas abaixo da Média, causado pelo avanço de massas de ar polar  que tem a sua circulação alterada, chegando lugares com mais intensidade. Podem ocorrer por ações antrópicas ou naturais
Chuvas Extremas: precipitação acima da Média causando enchentes chuvas torrenciais e prejuízos urbanos e agrícolas,  pode ocorrer morte ou perdas econômicas.
Secas prolongadas: período de estiagem acima do esperado, provocando queda da umidade do ar,  problemas na produção agrícola, seca em rios, problemas respiratórios, além de dificultar a dispersão de poluentes em cidades de grande porte.
 
Clima Urbano
Dentre os principais problemas encontrados nas cidades, podemos destacar a remoção da vegetação original, causando aumento de temperatura diminuição da evaporação e transpiração das plantas, e menor capacidade de absorção de água do solo, aumentando a amplitude térmica, resultando em eventos como enchentes e problemas respiratórios
A impermeabilização do solo também é comum em grandes cidades,  já que retira a capacidade de absorção das Águas pluviais aumentando  a incidência de enchente e eventos extremos.  Além disso podem causar problemas como diferentes na temperatura entre bairros de  áreas nobres e periferia.
Nas chamadas Ilhas de calor, a temperatura de um determinado local, também depende de como a área e ocupa, áreas com cobertura florestal, a radiação que não é retida pelas plantas e refletida voltando pra atmosfera. Já em áreas urbanas, conforme a vegetação é retirada e substituída por asfalto e concreto, 90% da radiação é absorvida e devolvida em forma de calor, aumentando assim a temperatura em determinados locais. Além disso, os prédios e construções acabam canalizando os ventos, que tem nesses prédios barreiras para sua circulação, criando assim grandes corredores de vento, denominados Cânion urbano, a chamada Verticalização.
A Poluição do ar e Inversão Térmica faz com que no verão o ar aquecido, mais leve aumente a circulação porque tende a subir, dispersando melhor os poluentes que se encontram na atmosfera. Já no inverno, ocorre a inversão térmica, quando a temperatura cai, criando uma camada de ar frio mais próximo da superfície, que impede a dispersão dos poluentes, piorando a qualidade do ar.
Chuva ácida, as partículas de poluentes emitidos nas grandes cidades, como o dióxido de enxofre se combina com as moléculas de água, dando origem a chuva ácida, responsável pela corrosão de metais como bronze, ferro e cobre
Aquecimento global: A vida na terra so e possivel gracas a existência de calor na superfície proveniente do chamado efeito estufa. Porém o aumento da poluição, tem jogado na atmosfera gases que aumentam a retenção de calor, intensificando esse processo natural, causando aumento da temperatura. Os maiores poluidores são os países ricos, com a obtenção de energia, indústrias e grande presença de veículos. O aumento da temperatura do planeta, tem causado diversos efeitos, entre eles o derretimento das calotas polares, e o aumento do nível dos oceanos, mudando as dinâmicas terrestres e climáticas. Diversas conferências têm sido feitas para alertar os governos e tentar diminuir as consequências dessas mudanças, entre elas a CONFERÊNCIA SOBRE O MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO (Rio-92), que abriu as discussões sobre o assunto, dando origem anos mais tarde ao PROTOCOLO DE KYOTO (1997, Japão), acordo esse que impõe limites para reduzir a poluição e suas consequências nas mudanças climáticas.
Buraco na camada de ozonio: o Ozonio é um elemento presente na estratosfera, e possui a função de refletir de volta ao espaço grande parte da radiação ultravioleta que vem do sol. Essa radiação é prejudicial ao homem, quando chega à superfície, podendo causar diversos males como câncer de pele. Porém nas últimas décadas, a utilização dos CFCs (clorofluorcarbono) presente em itens como geladeira, ar condicionado e aerossóis, que ao entrarem em contato com o ozônio, o destroem, o que acaba formando um buraco nessa camada de proteção, sobretudo nas regiões polares, onde esse processo de destruição e mais eficiente.
 
Agroclimatologia
Sendo de extrema importância na agricultura,  o estudo sobre o clima é determinante para a produção proteção e colheita os produtos se fazendo necessário o estudo e planejamento referente aos efeitos de tais mudanças.  dentre as principais interferências climáticas nas atividades agrícolas e pecuárias temos a geada,  a geada negra e os problemas fitossanitários.
 
Clima e saúde
Sendo o ser humano dependente da atmosfera,  mudanças climáticas acabam por causar problemas como por exemplo, como bronquite e asma,  e o aumento do risco de problemas .cardiovasculares.
 
Poluição visual
Ponto alvo são as vias públicas com grande tráfico.
Problemas: Estímulos visuais, como: cartazes, propagandas, anúncios, banners com falta de coerência e distribuição para chamar atenção do espectador; exagero de agências de publicidade; pichação e grafitagem sem critério; fios de eletricidades e telefônicos; prédio com falta de manutenção; lixo exposto inadequadamente;
Consequência: desconforto espacial e visual para a população, estresse, desvalorização da arquitetura e outras áreas. Acidente de transito e congestionamento
Solução: legislação severa para recuperar régios degradadas. Países desenvolvidos: contem leis rigorosas para o controle dos municípios. Países subdesenvolvidos: a legislação começou a melhorar nos últimos tempos.
São Paulo – lei cidade limpa
 
Lixo urbano
No Brasil, um dos maiores problemas é o lixo, ainda hoje as pessoas jogam o lixo em locais com muitas plantas ou levam em lixões clandestinos. Isso acontece, pois alguns aterros estão quase sem espaço e, para piorar, a grande parte do lixo não é reciclável.
Os impactos causados pela alocação irregular do lixo são:
  • Poluição visual e mau-cheiro;
  • Proliferação de animais transmissores de doenças;
  • Acúmulo de matérias não desagradáveis e tóxicas;
  • Probabilidade de contaminação do solo e dos recursos hídricos pelo chorume, líquido tóxico produzido a partir da composição do lixo;
  • Lixo jogado no ambiente também contribui para o agravamento das enchentes em áreas urbanas;
  • Liberação de gases, como o metano, na decomposição do lixo, contribuindo para o aquecimento global.
O aumento de produção de lixo pode ser uma ameaça ao meio ambiente e um problema mundial.  Isso é o resultado do aumento da população e consequentemente do consumo, desperdício e uma grande quantidade de produtos descartáveis.
Em um lixão a céu aberto, a decomposição do lixo destrói o meio ambiente, o local mais adequado para o despejo de lixo urbano é em aterros sanitários ou incineração (com sistema de controle de gases eficiente para não poluir o ar), outra solução viável seria reduzir o lixo reciclando-o.
O Brasil produz por volta de 230 mil toneladas de lixo por dia. Aproximadamente 73% do lixo é jogado nos aterros sanitários, onde os lixos são cobertos por camadas de terra, ou às vezes são até jogados no mar ou em rios. A coleta de lixo no Brasil é limitada, pois cerca de 85,6% das residências são atendidas.
Impactos dos desmatamentos e queimadas
As florestas são fundamentais para o equilíbrio ecológico, regularidade das chuvas, ciclo hidrológico e consomem dióxido de carbono (ameniza o aquecimento global).
Com a retirada da vegetação, afetaria: a cadeia alimentar, clima, solo, hidrografia e a distribuição dos animais.
- Porque as florestas não são o pulmão do mundo?
Por mais que elas produzem uma grande quantidade de oxigênio durante o dia, é gasto durante a noite através da respiração. Maior parte do oxigênio obtido hoje em dia é pelas algas.
Consequências da queimada e desmatamento
  • Poluição do ar (através das queimadas) - causa aquecimento global;
  • Extinção de espécies
  • Secas prolongadas
  • Erosão e empobrecimento do solo – lixiviação (solo lavado pela agua, retirada de nutrientes), laterização (endurecimento do solo por causa do ferro e o alumínio);
  • Assoreamento (materiais acumulados no fundo do rio);
A classificação da vegetação alterada
  • Virgem: não sofreu nenhuma alteração
  • Primaria: não apresenta nenhuma modificação
  • Secundaria: sofreu alteração
  • Vegetação ruderal: terrenos baldios (nas áreas urbanizadas)
  • Vegetação artificial: plantada pelo homem
  • A BIODIVERSIDADE EM RISCO
    1. O Brasil destaca-se como a nação com maior biodiversidade do mundo
    2. O Brasil é fundamental para os setores econômicos que dependem da biotecnologia. - Mesmo com a importância ambiental e econômica da biodiversidade, o Brasil planeja muito mal o uso e a ocupação de seu espaço geográfico.
     
  • A DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS SERES VIVOS
    1. População: Grupo de indivíduos da mesma espécie (micro-organismos, plantas ou animais)
    Comunidade: Várias populações interdependentes que ocupam um determinado espaço.
    2. Ecossistema: Também chamado de biocenose, o conjunto de características físicas, químicas e biológicas que influenciam a existência de uma espécie animal ou vegetal.
    3. Bioma: É um grande ecossistema em uma área com adaptação em um clima predominante.

    FATORES QUE EXPLICAM A DISTRIBUIÇÃO DOS SERES VIVOS
    1. Clima
    Devido a importância da temperatura na distribuição dos seres vivos, os cientistas já estão muito preocupados com o impacto do aquecimento global, acredita-se que muitas espécies podem estar condenados à extinção caso a temperatura aumente em algumas regiões.
    O aumento da temperatura provocaria dificuldades de adaptação para algumas espécies.
    A umidade e as chuvas também constituem um fator decisivo na distribuição dos seres vivos. Os vegetais podem ser classificados conforme suas adaptações à umidade.
    A luminosidade é um fator relevante também, os seres autótrofos necessitam dele para sintetizar seu próprio alimento, na fotossíntese.
    2. Relevo e solo
    Solo: Sua fertilidade natural, composição química, espessura e presença de micro-organismos interferem na distribuição geográfica dos seres vivos. O clima interfere na fertilidade do solo.
    Relevo: suas formas interferem na variação da temperatura, grau de luminosidade, índices pluviométricos e profundidade do solo.
     
  • AS BARREIRAS GEOGRÁFICAS E A ESPECIAÇÃO
    As barreiras geográficas são importantes para compreendermos a especiação (surgimento de novas espécies).
    - Vicarância: Um tipo de especiação onde duas espécies ficam separadas e isoladas, não podendo haver troca de material genético. Com o tempo, com a seleção natural em um novo ambiente, cada grupo passa a formar populações com características diferentes, pois evoluíram separadas.
    - Dispersão: Uma espécie pode dispersar-se em outras áreas, transpondo barreiras geográficas. Com o tempo, surgirão novas espécies que serão adaptadas às condições das ilhas e com características diferentes em relação a seus ancestrais.

    OS BIOMAS DO MUNDO
    1. Florestas equatoriais e tropicais úmidas
    A luz do sol e a umidade são abundantes. Nestas regiões, os solos são ricos em matéria orgânica decomposta dos horizontes superficiais, porém são muito pobres em nutrientes minerais devido à excessiva lixiviação decorrente das chuvas.
    As florestas equatoriais e tropicais apresentam a maior biodiversidade do planeta.
    2. Savanas
    Há a prevalência de gramíneas (capim, grama), ervas e arbustos, com algumas árvores dispersas, espaçadas uma das outras. São ambientes associados ao clima tropical. O relevo é marcado por baixos planaltos e depressões recobertos. Geralmente, os solos são pobres em nutrientes minerais.
    As savanas do continente africano são caracterizadas por animais de grande porte, como elefantes, rinocerontes, girafas, etc. Destacam-se também os grandes felinos, como os leões e os guepardos.
    As savanas também podem ser encontradas na Austrália, na Índia, no Brasil, Colômbia e Venezuela. O principal fator de degradação das savanas é o avanço da pecuária e da agricultura.
    3. Vegetação mediterrânea
    A vegetação mediterrânea é caracterizada pelas plantas esclerófilas. Estas são plantas que apresentam folhas de consistência dura, tem folhas pequenas, grossas e recobertas com certa, cuja finalidade é reduzir a transpiração e economizar água durante o período seco. Algumas plantas também apresentam raízes profundas com o objetivo de alcançar o lençol freático subterrâneo. Desse modo, as plantas são bem adaptadas às condições do clima mediterrâneo, marcado pelo verão quente e bastante seco e pelo inverno com maior pluviosidade.
    Os ecossistemas mediterrâneos foram severamente devastados ou muito alterados devido à ocupação agropecuária e urbana. Uma característica marcante da ocupação agrícola de todas as zonas mediterrâneas é o cultivo da uva com produção de vinho. O turismo também exerce grande pressão sobre os ambientes mediterrâneos.
  • 4. Vegetação xerófila das regiões áridas e semiáridas
    Nas regiões áridas e semiáridas, as plantas são xerófilas (exemplo: cacto). Assim são adaptadas a pouca disponibilidade de água e a solos pouco desenvolvidos, ergs (desertos de areia formados por dunas) e rochas expostas. A fauna é caracterizada pela presença marcante de insetos e répteis, como os lagartos e as serpentes. A biodiversidade é menor do que nas regiões úmidas.
    Como exemplo, temos o deserto do Saara, na qual têm clima árido. Neste deserto, destaca-se os oásis, áreas onde aflora a água subterrânea e a vegetação torna-se mais exuberante com a presença de palmeiras e cicadáceas.
    Na periferia dos desertos, vigora o clima semiárido, onde a umidade e a pluviosidade é um pouco maior do que nas regiões áridas.
    As regiões áridas e semiáridas apresentam baixa densidade demográfica. O desmatamento e o uso incorreto do solo para a agricultura de subsistência e pecuária nômade está provocando a expansão de alguns desertos, ou seja, o processo de desertificação. A pecuária provoca graves impactos como a compactação do solo. O pisoteio do gado causa sulcos erosivos.
    5. Pradarias/campos/estepes
    São regiões submetidas ao clima temperado continental, com estação seca mais prolongada e relevo plano. Há o predomínio de gramíneas e ervas, arbustos pontuais, e raramente, árvores.
    A fauna é caracterizada por animais pastadores e roedores. Os solos das pradarias estão entre os mais férteis do mundo. Desse modo, a ocupação humana foi expressiva e o desenvolvimento da agropecuária arrasou a maior parte dos ecossistemas.
    6. Florestas temperadas e subtropicais
    A Floresta Temperada Decídua ocorre em regiões com clima temperado oceânico (quatro estações bem definidas), ela perde a folhagem no outono e inverno. A perda das folhas é uma forma de economizar água durante o inverno muito rigoroso. Predominam solos com razoável fertilidade. A biodiversidade é média, com a presença de angiospermas.
    A maior parte das florestas temperadas e subtropicais do planeta foram devastadas, pois são áreas com grande concentração populacional e intensa ocupação urbano-industrial e agropecuária.
    7. Taiga/florestas de coníferas
    Regiões com clima temperado continental com temperaturas muito baixas no inverno e grande amplitude térmica anual. A taiga tem diversos tipos de relevo, desde cadeias montanhosas, até planícies. O solo é o podzol, com coloração cinza, ácido e pobre em nutrientes.
    São regiões com baixa densidade populacional e as atividades principais são a exploração de madeira para produção de celulose e papel, além da extração mineral.
    8. Tundra
    Regiões com clima subpolar e temperaturas muito baixas, a região da Tundra é integrado por musgos e liquens. A vegetação desenvolve-se mais durante o verão. O solo é permafrost, pouco desenvolvido e congelado durante o outono e o inverno.
    As regiões subpolares apresentam baixa densidade demográfica, mas nelas aumenta a exploração mineral e de recursos energéticos, como petróleo e gás natural, atividades que colocam em risco o ecossistema da região.
    9. Antártida e Ártico
    No Ártico e na Antártida vigora o clima polar, caracterizado pelas mais baixas temperaturas do planeta, portanto, a biodiversidade terrestre é muita baixa. A fauna é representada pelos ursos-polares (Ártico) e os pinguins (Antártida), mamíferos marinhos, peixes e crustáceos.
    A maior parte do ano, fica recoberta por geleiras que podem atingir grande espessura sobre a área continental. Nas duas regiões, parte da superfície do oceano congela, levando à formação da banquisa, camada de gelo com pequena espessura sobre o mar.
    É cada vez maior o interesse geopolítico pelo Ártico devido às suas riquezas minerais e à possibilidade de desaparecimento quase total da banquisa durante o verão, em decorrência do aquecimento global.
    A Antártida é totalmente despovoado, é rica em recursos minerais e energéticos. O aquecimento global vem provocando um acelerado crescimento da população animal da região, principalmente no ambiente marinho.
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