8. FAMÍLIA REAL NO BRASIL: O Reino Unido Brasil, Portugal e Algarves

Tudo começou em Lisboa nos primeiros anos do século XIX. Nessa época vários países estavam em guerra com a França, a mandado de Napoleão Bonaparte, um deles é a Inglaterra que era uma velha parceira do comércio dos portugueses.
Em 1806, Napoleão mandou o bloqueio continental da Inglaterra que proibia outros países fazerem comércio com ela, assim eles a prejudicavam, e se algum país fizesse comércio iria ser invadido pelas tropas francesas.
O governo português mantivera uma política de neutralidade, não tinha interesse em se indispor com nenhum dos lados. Portugal ficou com em uma situação difícil.
Se Portugal aderisse ao bloqueio, a Inglaterra destruiria Lisboa (capital) se não Portugal seria invadido por tropas francesas.
No governo de Portugal as pessoas ligadas à Inglaterra defendiam a dança da corte. O príncipe regente era pressionando pelos ingleses. Em 1807 o governo aprovou a medida. 
As vantagens que o governo inglês tinha era porque, prometeu enviar barcos para proteger as embarcações em troca exigiu vantagens nos comércios. As populações assistiram assustados e sem entender nada, sobre o carregamento de móveis, prataria, roupa, livros e os alimentos, tudo isso foi para o anterior das embarcações, todos que ficavam esperam as tropas francesas que estavam em caminho.
Os membros da corte fugiram pelos navios quando os inimigos chegaram.
 
Uma Corte no Rio de Janeiro
Apesar de ser importante começo em 1808 rio de janeiro era uma cidade a caminhada como população de 60 mil pessoas e sem condições de receber muita gente. Não tem esgoto e lixo era acumulada em tonéis que eram chamados de "tigres", e jogados no mar por escravos que eram conhecidos por “tigreiros”.
Às vezes os tonéis ficavam tão cheios que parte ficava na rua levava sujeira isso atraía a mosca e mosquitos.
Para acomodar gente, as ajudantes da família real do governo passaram a requisitar casas particulares. A presença da família real alterou a vida da cidade, muitas reformas foram feitas, assim o Rio de Janeiro passou a ser a nova capital do império português
Em 1808 foi fundado no Rio de Janeiro o Banco do Brasil. O príncipe regente decretou a criação de algumas manufaturas, como a fábrica de ferro.
Nessa época foram fundadas duas escolas médico-cirúrgicas. Publicações de jornais, livros, panfletos estava proibida na colônia.
 
A travessia do Atlântico
Naquela época eles não tinham tantos recursos para atravessar o Atlântico; pelo caminho eles encontravam: doenças, tempestades, falta de vento, Além de que demora dois meses para chegar no Brasil.
Em novembro de 1807 os navios que saíram de Portugal (com a corte) em direção ao Rio de Janeiro, estavam lotados. Muitas pessoas ficaram sem camarote; por isso tiveram que dormir no convés.
Os ambientes internos eram fechados e sem ventilação, e tinham muitos insetos (como ratos, baratas e carunchos), lá nos depósitos de mantimentos.
A alimentação era tão ruim e na pressa muito comida foi deixada para trás em Porto de Belém, em Lisboa. As refeições não rendas melhores, a refeição tinha biscoito, lentilha, repolho azedo, carne de porco e bacalhau e não tinha água corrente. Não tinha banheiro, então a higiene era pouca 
Com tudo isso os casos de piolho aumentaram, então algumas mulheres tinham quer raspar a cabeça e untar a cabeça com banha de porco. Entre elas estava princesa Carlota Joaquim, esposa de dom João.
 
A abertura dos portos às nações amigas
​Dom João decidiu fazer uma escala em Salvador com objetivo de garantir a fidelidade da população. Assim quando algumas embarcações iriam para o Rio de Janeiro, e outros para Salvador, e aportaram no dia 22/01/1808.
Dom João abriu os portos para países amigos assim poderiam comerciar com outros países, assim não comerciariam só com Portugal. Em 1810 o Brasil começou a comerciar com os ingleses e os produtos chegavam ao Brasil com impostos reduzidos. Brasil passou a receber quantidades maiores de artigos importados da Inglaterra, como tecidos de algodão, cordas, pregos, ferramentas, coisas para casas e produtos inúteis para nós, como patins de gelo.
Dom João desembarcou no Rio de Janeiro e a sede do império Português passou a ser a capital de sua antiga colônia, com isso Brasil sofreu muitas mudanças sociais, políticas e econômicas. 
 
O Reino Unido de Portugal e Algarves
​A presença da corte portuguesa em sua colônia na América ocorreu em razão da política expansionista de Napoleão. Em terras brasileiras, o governo português adotou uma política externa de represália à França e à sua Aliada, a Espanha. Assim, em 1809, D. João ordenou a invasão de Caiena, uma colônia francesa ao norte do Brasil e, em 1811, ordenou a invasão da Banda Oriental (atual Uruguai), pertencente à Espanha.
Após a derrota de Napoleão Bonaparte, no Congresso de Viena (1815) decidiu-se pela restauração das antigas dinastias aos Estados europeus.
Assim, sem a ameaça de Napoleão, era preciso que D. João retomasse o trono português e retornasse a Lisboa. Porém, não era esse o desejo de D. João que, para manter o trono sob o poder dos Bragança, elevou o Brasil à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves, em dezembro de 1815. Com isso, as capitanias passaram a ser denominadas províncias, como em Portugal. O Brasil deixava de ser oficialmente uma colônia, o que na prática já tinha acontecido com a abertura dos portos, a liberdade de instalar indústrias, as medidas para favorecer o ensino e a integração do território.
Logo após a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido, D. João, o príncipe regente, assumiu o trono português em razão da morte de sua mãe, a rainha Dona Maria I, em 1816. Em 1818, D. João VI foi coroado. Pela primeira vez, um monarca europeu recebeu sua coroa em sua colônia. 
Impostos e mais impostos
A vida na antiga colônia havia mudado, por conta da presença da corte portuguesa no Rio de Janeiro.
A população por meio de impostos pagava as festas, comemorações, luxo dos nobres os altos funcionários e a manutenção do palácio do rei.
A população mostrava grande insatisfação, por conta de vários impostos pagos ao governo, que recaíam sobre o comércio e produção das indústrias.
A população livre e pobre sofria com a falta de emprego e com o aumento dos preços, com isso a insatisfação geral dos habitantes só se agravava em quase todas as regiões do Brasil.
 
A caminho da independência
​Com a permanência da corte no Rio de Janeiro, os brasileiros mostravam um grande descontentamento e os portugueses também estavam muito insatisfeitos com tal ação.
No ano de 1815, os portugueses com a ajuda dos ingleses conseguiram expulsar as tropas francesas que estavam no país. Com isso, o lorde inglês Beresford, tornou Portugal um país chefiado militarmente por ele.
A insurreição pernambucana, que aconteceu no ano de 1817, gerou a insatisfação e revolta do povo português, e o afastamento do rei e do domínio que os ingleses exerciam em seu país, contribuíam para essa insatisfação.
Os comerciantes lusitanos, queixavam-se também da concorrência estrangeira no mercado brasileiro, e da perda de espaço no mercado.
 
A revolução do porto
​No ano de 1820, ocorreu uma revolta na cidade portuguesa, cujo principal objetivo era diminuir o poder absoluto do rei. A revolução do Porto, como esta ficou conhecida, capturou rapidamente a participação da capital (Lisboa).
Tornou-se então um governo provisório, convocou uma assembleia de serpenteantes eleitos que se reuniram com o propósito de criar uma constituição para Portugal. Esta assembleia ficaria conhecida como corte.
As Cortês, reunidas em Lisboa, sugeriam o retorno do rei Don João VI para Portugal.
Em abril de 1821, Don João VI retorna à Portugal por tanta pressão. Em seu lugar, colocou Dom Pedro, seu filho como príncipe regente do Brasil.
As Cortês criaram medidas a serem realizadas no Brasil. Uma dessas medidas era que cada província brasileira deveria obedecer às ordens de Lisboa e não as do Rio de Janeiro. As Cortês passaram a exigir o retorno do princípio Dom Pedro à Portugal.
Em julho de 1822, Dom Pedro convocou uma assembleia constituinte, com o objetivo de elaborar uma constituição para o Brasil.
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