9. China: o Gigante oriental

História
A China começou a ser ocupada há 4 mil anos e tornou-se um grande império no século II a.C. A região começa a ser explorada a partir do século dezoito por países estrangeiros e a Inglaterra, e os conflitos resultaram nas duas Guerras do ópio.
A China era dividida entre o Partido Nacionalista e o Partido Comunista Chinês. Em 1949, os comunistas tomam o poder, sob a liderança de Mao Tsé-tung, e o país une terras, bancos e companhias estrangeiras.
Em 1966, Mao lança a Grande Revolução Cultural Proletária. A população é influenciada a se voltar contra as autoridades, acusadas de burocratização, e as Guardas Vermelhas fazem perseguições em larga escala.
Em 1976, após a morte de Mao, Deng Xiaoping assume o poder. São lançadas as Quatro Grandes Modernizações: indústria, agricultura, ciência e tecnologia e Forças Armadas e criadas as Zonas Econômicas Especiais para empresas estrangeiras. Com a proclamação da República Popular da China, em 1 de outubro de 1949, o país novamente se dividiu entre a RPC, no continente, e a República da China (RC), em Taiwan e outras ilhas. Cada uma das partes se considera o único governo legítimo da China e denuncia o outro como ilegítimo.
Politicamente, o governo deixou de ser comunista após a morte de Mao Zedong em 1976, apesar do Partido Comunista continuar no poder. Em 1991 Jiang Zemin assumiu a presidência do país, governando até 2003, quando entregou o poder ao seu sucessor, Hu Jintao.
Economia
Entrada da China, principalmente a partir da década de 1990, na economia de mercado, ajustando-se ao mundo globalizado;
- A China é o maior produtor mundial de alimentos: 500 milhões de suínos, 450 milhões de toneladas de grãos;
- É o maior produtor mundial de milho e arroz;
- Agricultura mecanizada, gerando excelentes resultados de produtividade;
- Aumento nos investimentos na área de educação, principalmente técnica;
- Investimentos em infraestrutura com a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos. Construção da hidrelétrica de Três Gargantas, a maior do mundo, gerando energia para as indústrias e habitantes;
- Investimentos nas áreas de mineração, principalmente de minério de ferro, carvão mineral e petróleo;
- Controle governamental dos salários e regras trabalhistas. Com estas medidas as empresas chinesas tem um custo reduzido com mão-de-obra (os salários são baixos), fazendo dos produtos chineses os mais baratos do mundo. Este fator explica, em parte, os altos índices de exportação deste país.
- Abertura da economia para a entrada do capital internacional. Muitas empresas multinacionais, também conhecidas como transnacionais, instalaram e continuam instalando filiais neste país, buscando baixos custos de produção, mão-de-obra abundante e mercado consumidor amplo.
- Incentivos governamentais e investimentos na produção de tecnologia.
- Participação no bloco econômico APEC (Asian Pacific Economic Cooperation), junto com Japão, Austrália, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Chile e outros países;
- A China é um dos maiores importadores mundiais de matéria-prima.
Direitos trabalhistas
Embora a remuneração seja bastante reduzida, os trabalhadores possuem uma série de garantias legais, seguindo convenções internacionais. Não há um código ou consolidação de leis específica, como no Brasil. As relações de trabalho são definidas via contrato, desde que respeitem as leis vigentes, oferecendo certa flexibilidade para os acertos, mas garantindo um mínimo de direitos.
A jornada de trabalho de um trabalhador chinês, por exemplo, não pode passar de 8 horas diárias e 44 horas semanais, assim como ocorre no Brasil, baseado no texto da CLT. Os trabalhadores possuem, por lei, o direito de negociar seus salários de forma conjunta. Também prevê participação sindical e algum direito à greve.
Garantia de estabilidade no trabalho enquanto o contrato assinado não estiver vencido. O trabalhador só pode ser demitido antes do prazo por justa causa. Há, também a possibilidade de estabilidade permanente, se o contrato de um trabalhador for renovado mais de duas vezes.
Licença maternidade de 90 dias após o parto, com remuneração garantida, aos moldes daquela que ocorre na maioria dos países ocidentais.
É importante lembrar, no entanto, que a China não participa de diversos tratados internacionais, sendo difícil identificar se as leis previstas para os trabalhadores são, de fato, seguidas.
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