7. 2º GUERRA MUNDIAL: O PRECONCEITO, O TERROR, E  A DIVISÃO

2º Guerra Mundial
Contexto
A Segunda Guerra Mundial foi o conflito entre os países Aliados (União Soviética, França, Estados Unidos da América e Reino Unido) e as potências do Eixo (Alemanha, Império do Japão e Itália).
A ascensão dos governos totalitários na Europa (nazifascistas), bem como os movimentos expansionistas militares que protagonizaram, foram os principais motivos para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. A seguir, são identificados os principais avanços dos países do Eixo.
● Japão: invasão da Manchúria (norte da China — 1931).
● Itália: invasão da Etiópia (norte da África — 1935) e da Albânia (leste da Europa — 1939).
● Alemanha: ocupação da Renânia (fronteira com a França— 1936), anexação da Áustria, dos Sudetos Tchecos e da Tchecoslováquia (1939).
O expansionismo militar foi fruto da grave crise econômico - social provocada pela Primeira Guerra Mundial e agravada pela Crise de 1929. 
Sob governos fascistas (ou nazista, no caso alemão), esses países utilizaram a indústria bélica e a convocação de soldados para a contenção do desemprego. Ainda de acordo com a ideologia fascista, esses países investiram no expansionismo. Os alemães, por exemplo, dedicaram-se a expandir suas fronteiras por meio do militarismo, a fim de conquistarem o que chamavam de “espaço vital”.
 
Guerra Civil Espanhola (1936-1939)
Essa guerra resultou de um golpe liderado pelo general Francisco Franco contra o governo republicano de esquerda vigente na Espanha. Itália e Alemanha prestaram apoio ao grupo de Franco, enquanto o governo republicano teve apoio soviético. 
Destaca-se o massacre na cidade de Guernica, que gerou o famoso quadro do pintor Pablo Picasso. A Guerra Civil Espanhola serviu de laboratório para os armamentos nazistas. 
 
A formação do Eixo
Em 1936 a Alemanha assinou com o Japão o Pacto Antikomintern (anticomunista), e com a Itália o Eixo Roma Berlim. Os italianos também aderiram ao acordo anticomunista.
Os interesses fascistas comuns geraram, então, o Eixo Roma-Berlim-Tóquio.
 
Política de apaziguamento
A política de apaziguamento foi responsável pela demora dos países em conter os avanços expansionistas da Alemanha nazista. Esta inatividade no combate a Hitler se explica pelo clima político e social instaurado após a Primeira Guerra: a mortalidade e destruição econômica do conflito da Grande Guerra deixou as lideranças dos países com desconfiança em relação à nova ação bélica. A ausência de uma causa clara, visto que o expansionismo nazifascista não ameaçava diretamente às democracias europeias, fez com que as grandes potências vissem a solução da guerra com bastante cautela, por temerem o agravamento da crise político-social do continente.
Assim, França, Inglaterra e também os Estados Unidos da América se mantiveram neutros e foram aceitando os descumprimentos aos tratados internacionais, em especial, às determinações do Tratado de Versalhes que foram, uma a uma, descumpridas pela Alemanha. Aproveitaram-se disso Itália, Japão e Alemanha, que iniciaram o processo de dominação e expansão, com a invasão da Tchecoslováquia pela Alemanha, da Etiópia pela Itália e da China pelo Japão.
Dessa forma, o termo apaziguamento teve uma conotação negativa na época, evidenciando uma incapacidade de lidar politicamente com o contexto de ascensão de regimes totalitários.
 
Fases da guerra
O estopim da guerra foi a invasão da Polônia pela Alemanha nazista. Pouco antes, França e Inglaterra haviam se comprometido a proteger a Polônia e a intervir no território caso a Alemanha invadisse esse país. Dessa forma, quando foi dada a invasão, França e Inglaterra declararam guerra à Alemanha. 
1.ª fase (1939-1941) 
Na primeira fase da guerra ficou evidente a superioridade militar do Eixo, destacando-se o rápido deslocamento dos exércitos nazistas (“blitzkrieg” = guerra relâmpago) com o apoio de italianos. Boa parte da Europa e do norte da África estiveram sob o domínio nazifascista. A exceção foi a Inglaterra, que conteve os ataques nazistas por meio da aviação inglesa.
2.ª fase (1941-1943) 
Devido a entrada da URSS e dos EUA, após o ataque japonês à base de Pearl Harbor no Havaí visando dominar o Oceano Pacífico, essa fase tem como principal característica o equilíbrio de forças entre os lados inimigos.
As potências Aliadas passaram a ser compostas por EUA e Inglaterra, França (sob domínio nazista) e URSS (socialista).
3.ª fase (1943-1945) 
Nessa fase destacou-se a superioridade dos Aliados, que combateram em três frentes para derrotar as potências do Eixo.
● Frente Ocidental: EUA e Inglaterra derrotaram as forças nazifascistas no norte da África e invadiram a Itália (1943), forçando a queda de Mussolini e a rendição italiana. Em 6 de junho de 1944 ocorreu o chamado Dia D, desembarque aliado na Normandia (norte da França), libertando o lado ocidental do domínio alemão.
● Frente Oriental: a vitória soviética na Batalha de Stalingrado (1943) marcou a ofensiva aliada oriental. A URSS libertou os países da Europa Oriental e invadiu Berlim, levando Hitler ao suicídio, em 30 de abril de 1945, e a rendição da Alemanha.
● Japão: a rendição japonesa deu-se após o bombardeio atômico às cidades de Hiroshima e Nagasaki, respectivamente em 6 e 9 de agosto de 1945. Em 2 de setembro do mesmo ano acabava a Segunda Guerra Mundial.
 
Principais tratados de paz
Declarada a rendição dos países do Eixo, e o fim da Segunda Guerra Mundial, foram estabelecidos tratados para garantir a paz novamente, entre os quais, destacam-se:
● Conferência de Teerã (1943) — reunião de EUA, Inglaterra e URSS, que marcou o início da partilha da Europa. Decidiram o Dia D e a divisão da Alemanha. A URSS ganhou direitos sobre a Lituânia, Letônia, Estônia e o leste da Polônia;
● Conferência de Yalta (1945) — nova reunião de EUA, Inglaterra e URSS, que definiu que a invasão da Alemanha seria liderada pela URSS, permitindo a influência soviética sobre a Europa oriental;
● Conferência de Potsdam (1945) — outra reunião de EUA, Inglaterra e URSS, que definiu a ocupação e divisão da Alemanha e de Berlim em quatro zonas de ocupação: inglesa (noroeste), francesa (sudeste), norte-americana (sul) e soviética (leste).
 
Consequências da Guerra 
● Milhares de mortos e feridos;
● enfraquecimento da economia europeia;
● exposição do holocausto: extermínio de judeus em campos de concentração nazistas;
● deflagração do processo de descolonização afro-asiática;
● criação da ONU com o objetivo de manter a paz e a segurança mundial e desenvolver a cooperação entre os povos;
● ascensão de duas superpotências: EUA (bloco capitalista) e URSS (bloco socialista);
● bipolarização mundial e Guerra Fria
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