Unificações

Unificação italiana

O Congresso de Viena (1815) dividiu a Península Itálica em diversos Estados com influência austríaca, francesa e da Igreja Católica (Estados pontifícios).
Os carbonários foram os precursores do movimento de unificação, aproveitando-se das revoluções liberais de 1820, 1830 e 1848 para criar o Estado Nacional. Fracassaram diante das reações austríaca e francesa.
Movimentos de unificação
● Republicanos: liderados por Giuseppe Mazzini e Giuseppe Garibaldi (líder dos “camisas-vermelhas”). Atuaram no sul da Península Itálica, a partir de 1860, libertando o Reino das Duas Sicílias.
● monarquistas: o rei Vítor Emanuel II, do reino Piemonte-Sardenha (Estado industrializado e progressista), contou com o apoio dos liberais burgueses, liderados pelo conde Cavour, e atuou no norte da Península Itálica. Derrotou a Áustria em 1859 e anexou Estados ao norte. Os Estados pontifícios continuavam independentes e sob proteção do Estado francês, que anexou os territórios de Nice e Savoia em troca do apoio ao Piemonte.
Em 1866, o Piemonte lançou apoio à Prússia na Guerra Austro-Prussiana. Com a vitória da Prússia, o Piemonte conquistou Veneza.
Em 1870, a Guerra Franco-Prussiana determinou que Napoleão III retirasse suas tropas dos Estados pontifícios em troca da promessa de Vítor Emanuel de manter a autonomia romana. Com a derrota francesa, o rei ordenou a invasão dos Estados pontifícios, completando a unificação da Itália e estabelecendo a capital em Roma.
Giuseppe Garibaldi refugiou-se no Brasil em 1835, e acabou por fazer parte da Revolução Farroupilha como capitão-tenente, comandante da marinha farroupilha. Em uma de suas ações em favor do movimento rio-grandense, Garibaldi foi preso e levado para a Argentina, onde foi até mesmo torturado. Garibaldi fugiu de sua prisão na Argentina e retornou ao Rio Grande do Sul, onde continuou lutando com os farrapos.
 
Unificação alemã
O que ocorreu na região da atual Alemanha após o Congresso de Viena (1815) foi a criação da Confederação Germânica, composta por 39 Estados soberanos, sob a liderança do Império Austríaco (absolutista e de economia agrária). O Estado da Prússia, mais desenvolvido dos pontos de vista comercial, industrial e militar, começou a defender a soberania dos povos germânicos em nome do nacionalismo, aproveitando suas reservas de carvão e sua malha ferroviária.
A Prússia criou uma união alfandegária (Zollverein) entre os estados germânicos, excluindo a Áustria. Essa foi a primeira iniciativa de unificação, incentivando o desenvolvimento econômico na região. A Prússia conduziu a unificação alemã, sob o governo do rei Guilherme I e a liderança do chanceler (primeiro-ministro) Otto von Bismarck.
A aliança entre a alta burguesia e os junkers (aristocracia latifundiária) permitiu que Bismarck levantasse o nacionalismo alemão e estimulasse conflitos armados.
Lutas de unificação
● Guerra dos Ducados (1864): o Congresso de Viena decidiu entregar à Dinamarca dois ducados de população germânica, Holstein e Schleswig. Para derrotar a Dinamarca e incorporar o território, Bismarck aliou-se à Áustria no Tratado de Paz de Viena, sob a promessa de partilha dos territórios. Após uma invasão fulminante da Dinamarca, em 1864, a Prússia anexou Schleswig e a Áustria anexou Holstein;
● Guerra Austro-Prussiana (1866): alegando má administração austríaca em Holstein, a Prússia declarou guerra à Áustria. Com o apoio do Piemonte-Sardenha, Bismarck venceu a guerra. O Tratado de Praga extinguiu a Confederação Germânica, e Veneza foi entregue ao Piemonte. Os Estados do Norte ficaram sob o domínio da Prússia, enquanto o Sul permaneceu autônomo ou sob influência austríaca;
● Guerra Franco-Prussiana (1870) e fim da unificação: visando a evitar a formação de uma potência em suas fronteiras, a França se opôs à unificação alemã. Bismarck estimulou a rivalidade entre Guilherme I (Prússia) e Napoleão III (França) por meio da falsificação de um despacho. A França declarou guerra à Prússia, que conseguiu unir os Estados do Norte e do Sul. A vitória prussiana consolidou a unificação da Alemanha, em 1871. Pelo Tratado de Frankfurt, a França era obrigada a pagar uma indenização, a entregar as regiões da Alsácia-Lorena e a aceitar a criação do Estado alemão no Palácio de Versalhes.
 
Consequências
As principais consequências foram:
● revanchismo francês — a perda dos franceses da região da Alsácia-Lorena gerou o sentimento de revanchismo, uma das motivações para a Primeira Guerra Mundial;
● industrialização alemã — a unificação alemã permitiu rápida industrialização ao fornecer matérias-primas, mão de obra e mercados consumidores para a próspera região prussiana, o que também motivou, mais tarde, os alemães a lançarem-se num conflito armado mundial.
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