Renascimento Cultural, Artístico, 

Cientifico, Comercial e Urbano

Características
* Antropocentrismo: O homem no centro das atenções em contraste com o teocentrismo.
* Racionalismo: A razão passa a ser considerada tão importante quanto a fé, em contraste com o homem medieval, aonde a fé era o mais importante
* Individualismo: Valor a capacidade individual, a arte e o talento de cada um, mas no sentido positivo.
* Hedoísmo: Visão do corpo enquanto fonte de beleza e prazer, em contrate com o período medieval, aonde o corpo é fonte do pecado.
* Visão de tempo: O tempo pertence ao homem e não mais a Deus, e deve ser usado em beneficio próprio, como no caso de empréstimo a juros.
 
Norte da Itália, berço do Renascimento
* Começa nas ricas e movimentadas cidades do norte da Itália: Gênova, Veneza, Florença e Bolonha.
* Governada por famílias milionárias, como os Médice de Florença.
* Um homem rico que financiava um artista era chamado de Mecenas.
 
Pintores e escultores
* Realismo na representação da figura humana e das paisagens.
* Domínio da perspectiva.
* Iniciativa de pintar a si próprio (auto retrato).
* Leonardo da Vinci, Michelangelo, Buonarothi.
 
Expansão do Renascimento
* Se expande a partir da Itália para outros países. Entre os fatores que contribuem para este fato esta: o aperfeiçoamento da imprensa e novos métodos de trabalho com o metal.
* Outros exemplos de escritores e pintores renascentistas: Luís de Camões (Portugal, 1524-1580); Wiliam Shakespeare (Inglaterra 1564-1616); Rembrandt (Países Baixos 1609-1669) e Albrecht Dürer (Alemanha 1471-1528).
 
Cientistas do Renascimento
* Andreas Versalius: Pai da anatomia moderna, avanços na medicina.
* Galileu Galilei: Pai da Física moderna, avanços na astrologia e física. Descobriu que a velocidade da luz é maior que a do som.
* Galileu foi contra a teoria de Geocentrismo, comprovando a teoria do Heliocentrismo, criada por Nicolau Copérnico.
* Por ir contra os dogmas da Igreja, Galileu foi julgado e teve de negar seus estudos para escapar da Inquisição
Humanismo
* Movimento formado por homens que queriam melhorar o ensino nas universidades introduzindo estudos baseados na razão, no cálculo e na experiência. Desenvolver uma cultura centrada no ser humano.
Renascimento urbano-comercial

O crescimento populacional levou ao florescimento das cidades e do comércio europeu. A retomada das atividades comerciais ocorreu com grande força e representou o gradual aumento de importância das cidades e dos locais onde ocorriam as feiras. Uma das principais características do comércio feito durante a Idade Média era o fato de ser um comércio de curto alcance. Restringia-se da cidade à área rural. Nesse sentido, as feiras estabeleciam uma ponte importante, pois escoavam a produção. Vários comerciantes vendiam e compravam mercadorias para revender em seus locais de origem. Vale notar que o comércio não fazia parte das atividades da nobreza. Essa atividade era ocupada pelos habitantes dos burgos, daí se deriva o nome de burgueses para os comerciantes das cidades que passaram a acumular riquezas e se transformaram em uma nova classe social.
O comércio medieval teve dois grandes centros: ao sul da Europa, nas cidades da Península Itálica; e ao norte, nas cidades da atual região da Alemanha. O comércio do Sul, em cidades como Veneza e Gênova, era relacionado a produtos mais nobres e caros, como as especiarias vindas do Oriente por meio do Mediterrâneo. Já o comércio do Norte, nas cidades mercadoras confederadas que recebiam o nome de Hansa Teutônica, realizava trocas de produtos para sobrevivência em clima frio, como peles e gorduras de animais. Esses dois centros não travavam negócios entre si, nem poderíamos chamá-los de concorrentes. Um abrangia os países mediterrâneos e o outro os mares gelados ao norte. Porém, seu ponto de contato ocorria em feiras, como as da região de Champagne, Flandres e Veneza.
Com a consolidação do sistema feudal, houve um processo recíproco de influência entre campo e cidade, não sendo mais o primeiro o fornecedor das condições de subsistência da segunda. O burgo, uma espécie de protótipo da cidade moderna, e seus habitantes (os burgueses), destacaram-se com suas atividades comerciais. A função das cidades foi impactante para a sociedade feudal. Houve migração de servos e nobres dos feudos para os centros urbanos que se formavam devido ao desenvolvimento do comércio. Aos poucos, corporações de ofício, nas cidades se formaram; e eram diversas: carpinteiros, ferreiros, alfaiates, sapateiros, padeiros.
O grande crescimento populacional e urbano, assim como o movimento das Cruzadas, foi responsável pela reativação da produção e do comércio, dando nova dinâmica às sociedades europeias, levando os mercadores a perceberem as estruturas feudais como um obstáculo à comercialização, uma vez que a autonomia de cada feudo fazia com que houvesse variação muito grande de moedas, leis, sistema de pesos e medidas, dificultando a circulação de mercadorias entre os feudos. Dessa forma, os grupos mercantis e, em particular, os habitantes dos burgos, tenderam a apoiar a centralização do poder real, com o intuito de unificar os mercados. Apesar de pouco numerosos e considerados como grupo marginal, os burgueses formavam uma camada nascente que acumulava capitais e contribuía financeiramente para o rei armar seus exércitos.
Nesse contexto se desenvolveu a Guerra dos Cem Anos, que foi um longo conflito entre Inglaterra e França durante os séculos XIV e XV (mais precisamente de 1337 a 1453), período marcado por transformações socioeconômicas e políticas, que caracterizaram a crise do sistema feudal.
Guerra dos Cem Anos
Este conflito se desenvolveu devido às disputas envolvendo os dois reinos pelo trono da Inglaterra e possessões territoriais na França. A região de Flandres era um rico entreposto comercial, situado a nordeste da França e ponto de intenso comércio, além de centro produtor de tecidos, que consumia grande parte da lã produzida pela Inglaterra. A pequena burguesia vinculada à produção de tecidos e ao comércio posicionava-se a favor dos interesses ingleses e, portanto, contra a ingerência política do rei francês na região. O conflito durou 116 anos e teve vários enfrentamentos, sendo agravado pela ocorrência da peste negra.
 
Peste negra
Entre 1347 e 1351 uma epidemia se espalhou pela Europa, dizimando 75 a 200 milhões de pessoas. A bactéria causadora da epidemia teve origem na China ou na Ásia Central, de onde viajou pela rota da seda, nos intestinos das pulgas que infestavam ratos, chegando, assim, à região do Mediterrâneo, na Europa, onde os ratos saíam dos navios atracados e se disseminavam pelos portos, infestando diversas áreas. As pessoas contaminadas passavam a ter tumores nas virilhas e axilas, alguns dos quais chegam ao tamanho de uma maçã ou de um ovo, e manchas negras sinalizavam que a morte se aproximava. Febre de 41 graus, vômitos sanguinolentos e complicações pulmonares frequentemente levavam à septicemia (infecção generalizada).
Por volta de 1348, a situação da população era de pouca nutrição, o que favoreceu a epidemia de peste bubônica: o resultado foi a devastação maciça das cidades e aldeias, com alta taxa de mortalidade, 1/3 da população da Europa foi a óbito. No caso da Inglaterra e da França, essa situação ainda foi agravada pela Guerra dos Cem Anos (1337-1453), que desorganizou a produção e o comércio e também causou mortes em batalhas.
 
Centralização política pelos Estados Nacionais
O déficit na quantidade de mão de obra disponível para o trabalho favoreceu a pressão dos senhores sobre os camponeses, que se revoltavam constantemente. Neste quadro de revoltas camponesas, seja pela fome, seja pelo aumento das exigências de trabalho devido à escassez de mão de obra, o temor pela desordem ocasionou a concentração de apoios à volta do rei. Visto como uma figura estratégica que poderia acalmar os ânimos por meio da coerção de seu exército, fomentado por nobres cavaleiros que lhe deviam fidelidade, o rei medieval, que até então era mais um entre os senhores feudais, passa a ser considerado uma liderança política imprescindível. A manutenção da ordem, que a princípio repousava sobre normas e costumes de cada senhorio, na figura do rei se atrela à burocracia. 
As estradas, relevantes para o transporte de mercadorias, eram mantidas seguras pelo rei, que exigia impostos para a manutenção. O aumento do comércio demandou o retorno da economia monetária para facilitar as relações comerciais.
Ao mesmo tempo, as reservas de metais na Europa haviam se esgotado devido às limitações técnicas. Assim, a burguesia financiou a expansão dos exércitos do rei para empreendimentos de busca de metais. A partir deste contexto, desenvolve-se uma doutrina econômica que conformou a exposição de um novo contexto histórico, o mercantilismo.
A gradual concentração de poder nas mãos do rei propiciou a formação dos estados nacionais modernos e a política do absolutismo monárquico, cujas características principais podem ser notadas a partir dos seguintes pontos:
● centralização do poder na figura do monarca (soberania);
● dominância sobre um território definido;
● população com idioma comum;
● presença de um exército nacional;
● desenvolvimento de uma burocracia (funcionários públicos);
● existência de sistemas legais unificados.
A transição para uma sociedade fundada em relações essencialmente capitalistas foi um processo histórico longo, que envolveu a transformação concomitante de toda a cultura ocidental. As características que fomentaram o desenvolvimento do capitalismo foram:
● desenvolvimento progressivo do individualismo nas relações econômicas e sociais;
● dissociação entre o produtor e seus meios de produção e o gradual emprego da mão de obra livre e assalariada; 
● formação paulatina de um mercado transcontinental e o estabelecimento do sistema colonial;
● aparelhamento administrativo-financeiro do Estado e a adoção de políticas “mercantilistas”;
● maior mobilidade social e ascensão de novas classes sociais ligadas ao comércio, ao artesanato e à agricultura mercantil;
● desarticulação das tradições que estruturavam o antigo mundo do trabalho com o desaparecimento progressivo de grêmios e corporações de ofício;
● por volta de 1694 houve a criação do Banco da Inglaterra, instituição que financiou o desenvolvimento industrial e a expansão da prática mercantilista;
● publicação, em 1776, da obra A Riqueza das Nações, de Adam Smith, propondo que cada nação, caso se especializasse na produção de mercadorias seguindo vantagens comparativas (clima, tradição de cultivo, disponibilidade de matérias-primas etc.), teria melhor desenvolvimento econômico.
Dessa forma, uma nova sociedade se estruturou, condicionando privilégios na função social do rei e de nobres associados a ele. Destacando-se, na França, como 1º e 2º estados, o rei e a nobreza, isentos de alguns impostos e sobressalentes às demais classes e os burgueses, que estruturavam junto dos camponeses e trabalhadores assalariados o 3º estado, pagante de impostos e sem privilégios. É importante notar que estes privilégios não se tratavam de imposições deliberadas, mas de uma consequência direta da função social e das exigências relativas a ela. O rei e a nobreza, ao manterem a ordem por meio do serviço militar, conquistavam algumas vantagens.
Educando Mais! Todos os direitos reservados - © 2019 Educando Mais! 
  • Facebook
  • Canal Educando Mais!
  • Instagram
  • Rádio Educando Mais
  • Rádio Educando Mais
  • Rádio Educando Mais
  • Rádio Educando Mais
  • RSS ícone social
E-mail do Educando Mais!