Nazismo

Alemanha nazista
A Alemanha foi um país bastante afetado pelos acordos que deram fim à Primeira Guerra Mundial, visto que assumiu a derrota e, com ela, o compromisso de indenizações aos países vencedores.
A partir de 1919 até o ano de 1933, foi instituída no país a República de Weimar — sistema de governo em que o presidente da República nomeava um chanceler, que era responsável pelo poder executivo. Quanto ao Poder Legislativo, era constituído por um parlamento federal (Reichstag) e por parlamentos estaduais (Landtag). Dessa forma, a Alemanha se tornou uma república parlamentar.
Também no ano de 1919, foi fundado o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista), que tinha em Adolf Hitler um de seus principais líderes.
Durante a década de 1920, a crise econômica e social apenas crescia na Alemanha, de forma que em 1923, Hitler e o Partido Nazista tentaram tomar o poder. A inciativa foi contida pelo governo, e Hitler preso.
Na prisão, Hitler escreveu o livro Mein Kampf (Minha luta) expondo os ideais nazistas.
O nazismo defendia princípios comuns aos fascismos, e também a pureza da raça ariana, a necessidade de conquista de um “espaço vital” (restauração das fronteiras de 1914 e conquista da Europa oriental) e o antissemitismo (ódio aos judeus).
Em 1933, diante da grave crise econômico-social pós-1929, o presidente Hindenburg convidou Hitler para ocupar o cargo de chanceler (primeiro-ministro). 
Usando táticas violentas como o incêndio do Reischtag (Parlamento) e as ações das Seções de Segurança (SS) e da Polícia Política (Gestapo), Hitler conseguiu eliminar a oposição, tornando-se o Führer (líder).
Durante seu governo, Hitler implementou ações na área econômica a fim de combater a crise. Os investimentos nas áreas bélica e militar foram responsáveis pela criação de milhares de empregos no país. Hitler adotou uma política econômica muito similar ao New Deal norte-americano, incentivou obras públicas e promoveu uma forte intervenção do Estado na economia. Ainda na área econômica, destaca-se a declaração de moratória e não cumprimento das multas e sanções que foram aplicadas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes.
Em 1935, Hitler criou as Leis de Nuremberg, que determinavam a negação da cidadania alemã para o povo judeu e proibia direitos políticos, como o de votar, e o casamento com pessoas da raça ariana, considerada pela ideologia nazista a única raça pura. A política antissemita do nazismo perseguiu, aprisionou e assassinou os judeus (e muitas outras minorias como negros, ciganos e homossexuais) em campos de concentração e extermínio, como o de Auschwitz.
Uma forma encontrada por Hitler para difundir os ideais nazistas foi a educação de jovens. O controle ideológico escolar através da juventude hitlerista, instituição obrigatória para jovens da Alemanha nazista, objetivou o treinamento de crianças e adolescentes alemães de 6 a 18 anos de ambos os sexos para os interesses nazistas.
Nesse contexto, Hitler também deu início à política de expansão territorial, a fim de conquistar os territórios que considerava necessários para a conformação do espaço vital, e da expansão do povo ariano. A prática expansionista foi o estopim para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. 
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